Vermelho, cor da luta

Par a Tomie, cor do monumento em homenagem aos imigrantes é referência à luta pela mistura

Tatiane Matheus,

29 de setembro de 2007 | 20h16

Para Tomie Ohtake, a imigração é a luta de um povo para se misturar a outro. E o vermelho simboliza essa luta. Seguindo a lógica da artista, não poderia ter outra cor a gigantesca escultura de aço - com 15 metros de altura, 20 metros de extensão e 2 metros de largura - que planejou para Santos. A obra será instalada na extremidade do Emissário Submarino, perto da divisa com São Vicente.   "Quero que seja vista de todos os ângulos da praia", diz Tomie, que percorreu a cidade em busca do local perfeito. "A escultura é algo simbólico e o fato de estar em Santos remete às ondas do oceano e à vontade de os imigrantes terem uma vida nova e melhor, em terra estranha, mas acolhedora."   Depois de Tomie ter escolhido a localização, veio a surpresa: o desenho do parque no emissário, onde será instalada a escultura, havia saído das pranchetas do filho, Ruy. "Uma ótima coincidência", diz o arquiteto, que batizou seu projeto de As Ondas Santos 21.   Para que o local possa abrigar a escultura, Ruy fez pequenos ajustes em seus planos originais. "Ter uma obra de arte desse gênero é muito importante para um projeto. A escultura não ficará dentro de um museu ou de uma galeria, mas na rua, para a apreciação do público."

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