VETERINÁRIA PENSA EM PARIR EM CASA

Gestante teve planejamento frustrado por regra

O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2013 | 02h03

O bebê da veterinária Anna Márcia Furtado, de 31 anos, vai nascer em junho, mas ela já fez três sessões com sua doula, a profissional que tem acompanhado seu pré-natal e que ela deseja que esteja ao seu lado no momento do parto. "Ela faz uma preparação, sugere leituras, tira dúvidas, conversa com o marido para entender como ele está", conta Anna.

No dia do parto, o plano é que ela fique o tempo todo com a gestante. Após o nascimento, a profissional faz mais duas visitas para verificar como anda a amamentação.

Ontem, porém, todo o planejamento foi posto em xeque. Quando viu as manifestações no Facebook sobre a restrição às doulas, ligou para o Hospital e Maternidade Santa Joana, onde pretendia ter o bebê. "A funcionária que me atendeu falou que foi uma ordem da diretoria, que não poderia mais levar a doula. Até posso levar, mas, neste caso, meu marido não poderia entrar."

Anna acredita ser injusto ter de optar entre o marido e a doula. "Ela não é uma acompanhante, ela é a minha equipe, é uma escolha minha. Estou muito chateada. E a alegação de que fizeram isso porque querem evitar infecção, para mim, não faz sentido", diz a gestante.

Diante da situação, ela considera fazer o parto em casa. "Não conversei com o médico ainda, mas estou inclinada. O lugar em que posso decidir, onde mando e desmando, é só a minha casa mesmo." Anna, que já tem um filho de 3 anos, observa que se sentiu sozinha no momento em que mais precisava em seu primeiro parto. Daí a certeza de que precisa de uma doula. / M.L.

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