Via Campesina deflagra onda de protestos no RS

Uma marcha de 400 sem-terra e simpatizantes andou 250 quilômetros até Coqueiros do Sul, no noroeste

ELDER OGLIARI, Agencia Estado

11 de setembro de 2007 | 19h46

A Via Campesina deflagrou hoje uma onda de protestos no Rio Grande do Sul anunciando que as manifestações não têm data para acabar. Em Capão do Leão, na zona sul do Estado, cerca de 700 pessoas acamparam na via de acesso ao viveiro de mudas da Votorantim Celulose e Papel (VCP). Em Bossoroca, no oeste, uma marcha de 400 sem-terra e simpatizantes andou 250 quilômetros até Coqueiros do Sul, no noroeste. E em Eldorado do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre, outros 500 assentados fizeram passeatas pela zona urbana da cidade.Todos os atos estão interligados e têm como objetivos comuns protestar contra as plantações de eucaliptos para a indústria da celulose e pedir que o governo federal apresse a desapropriação e aquisição de áreas para assentar as 2,5 mil famílias acampadas à beira de estradas no interior do Rio Grande do Sul. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) só assentou 365 famílias da meta de 1,2 mil estabelecida para este ano. "Queremos que o governo dê prioridade à pequena agricultura, que produz alimentos", explicou Irma Ostroski, da coordenação estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST).

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