FOTO TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO
FOTO TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO

Viaduto interditado em SP cedeu mais três milímetros à noite, diz secretário

Dois foram presos por pichar estrutura

Caio Rinaldi e Ana Paula Niederauer, Estadao Conteudo

17 de novembro de 2018 | 12h54

SÃO PAULO - O viaduto interditado na pista expressa da Marginal do Pinheiros, zona oeste de São Paulo, cedeu mais três milímetros entre a noite de sexta-feira, 16, e a manhã de sábado, 17, informou o secretário municipal de Infraestrutura e Obras, Vitor Aly. Segundo ele, a variação é normal e a situação segue estável, mas ainda há risco de desabar. Na madrugada, dois homens foram presos por pichar o viaduto. 

“No período da noite, em função da mudança de temperatura, e como era esperado houve uma movimentação na estrutura. Temos agora um centímetro acumulado do lado direito e 1,2 cm do lado esquerdo”, disse Aly. Segundo ele, todas as medidas estão sendo realizadas pela gestão Bruno Covas (PSDB) para escorar o viaduto. “Estamos trabalhando com 75 funcionários no local. O trabalho tem de ser ponderado porque ainda temos algum risco e a estrutura está doente.” A expectativa é, em breve, usar macacos hidráulicos para escorar a estrutura. 

O local está interditado por tempo indeterminado. Houve interrupção de funcionamento de um trecho da Linha 9-Esmeralda da CPTM e suspensão do rodízio entre a Avenida dos Bandeirantes, na zona sul, e a Pontes dos Remédios, zona oeste, após o feriado prolongado. A Prefeitura liberou antecipou algumas das medidas de mudança de tráfego e liberou neste sábado o viaduto República Armênia, no acesso da Bandeirantes, para aliviar o trânsito. “Toda vez que a gente conseguir alguma forma para  canalizar o trânsito e não gerar o ‘funil’ nós vamos fazer”, disse João Octaviano, secretário municipal de Transportes.

A Prefeitura ainda avalia se será necessário demolir a estrutura. Segundo especialistas ouvidos pelo Estado, a total recuperação do viaduto deve levar pelo menos três meses. O Município montou ainda um comitê de crise, com os secretários de Subprefeituras, Infraestrutura, Comunicação e Transportes, além do próprio Bruno Covas para acompanhar a situação.

Até 15 de novembro, o Município só gastou 5% dos R$ 44,7 milhões previstos para este ano para conservação e manutenção de pontes e viadutos. Em fevereiro, o então secretário de Serviços e Obras (hoje da pasta de Subprefeituras), Marcos Penido, enviou documento sobre a situação dos viadutos ao Tribunal de Contas do Município (TCM). No ofício, Penido disse haver "fartas notícias a respeito do estado de abandono que se encontram as pontes e viadutos da cidade de São Paulo, com sério risco à população desta cidade".

Vandalismo. Sobre a pichação da estrutura, feita por dois homens durante a madrugada, o Vitor Aly disse ser “lamentável, num momento tão grave da cidade de São Paulo, que as pessoas se aproveitem de uma oportunidade para pichar, para botar a sua marca". A ação dos criminosos durou 5 minutos e  ocorreu por volta das 2h50 da madrugada. Os pichadores foram presos e  encaminhados para o 14º DP (Pinheiros). 

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