Vicío em celular é um dos sintomas do tecnoestresse

Doença pressupõe mudança de hábitos relacionados ao uso diário de aparelhos eletrônicos

16 Junho 2008 | 00h00

Na Espanha, o vício em celular já virou caso hospitalar. Dois adolescentes, de 12 e 13 anos, foram internados em uma clínica de saúde mental por seus pais por não conseguirem realizar suas atividades normais sem os aparelhos telefônicos portáteis. Com problemas na escola, eles chegavam a ficar cerca de seis horas por dia no aparelho. Leia mais no caderno Vida& de hoje. No Brasil, também é possível reconhecer traços de vício na internet. Mas o mal não atinge somente aos jovens. A matéria Internet vicia em qualquer idade aponta que surfar durante horas na internet é uma mania exclusiva de jovens estudantes, segundo o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. Outros sintomas de que o uso da tecnologia está sendo usado em exagero podem ser reconhecidos no chamado Tecnoestresse. Para falar sobre o assunto, o Link entrevistou a psicóloga Marilda Lipp, uma das profissionais mais respeitadas quando se fala de estresse no Brasil. Um exemplo real dessa situação é o banqueiro Ricardo Malcon, de 50 anos. Antes de ser diagnosticado com stress tecnológico, seu celular ficava ligado 24 horas por dia, ele usava o notebook para trabalhar em casa e se sentia cada vez mais cansado e nervoso. "A tecnologia criava uma ansiedade diária de informação, e eu acabava brigando com minha ex-mulher e meus filhos", conta. Alguns sintomas desse novo vício do século XXI é a conferência constante de e-mails, SMS e mensagens no smartphone. Esses artifícios podem se tornar uma coleira eletrônica para quem é dependente deles. Faça um teste e verifique se você é tecnoestressado.

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