Acervo Estadão
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Vila Mariana: um dos bairros mais ‘queridinhos’ de SP

Região tem de tudo: metrô, opções de lazer e gastronomia, proximidade com o Ibirapuera e forte presença acadêmica

O Estado de S. Paulo

11 Dezembro 2014 | 10h03

Próxima ao Parque do Ibirapuera e a diversas opções de lazer e serviços, a Vila Mariana é hoje uma das regiões mais “queridinhas” e completas da capital paulista. A história desse bairro tradicional é antiga, dos tempos em que suas ruas eram repletas de sítios e chácaras e deram lugar, no século 19, à Estrada Carril de Ferro, que ligava São Paulo a Santo Amaro, na época um município. Antes disso, a área era uma sesmaria concedida a Lázaro Rodrigues Piques em 1792, servindo apenas de caminho para a Serra do Mar.

Antes, a Vila Mariana chamava-se Cruz das Almas, por causa da presença de cruzes que lembravam os viajantes mortos na beira da estrada. A mudança do nome do bairro possui duas versões. A primeira é que o coronel da guarda nacional Carlos Eduardo de Paula Petit queria homenagear sua mulher, Maria (a primeira professora do bairro), e a sua mãe, Ana. A segunda atribui o nome ao engenheiro Alberto Kuhlman, responsável pela estrada de ferro, que também queria fazer um agrado à mulher Mariana Mato Grosso. 

Também data do século 19, a Rua Vergueiro, uma homenagem ao proprietário do período imperial Nicolau Vergueiro. Ainda em 1887, começa a funcionar no bairro o Matadouro Municipal, hoje sede da Cinemateca, que abastecia toda a cidade. Com a estrada de ferro, chegaram os imigrantes italianos e alemães, as oficinas de Ferro Carril na rua Domingos de Moraes, a fábrica de fósforos de Carlos Petit e a Escola Pública de Dona Maria Petit na Rua Vergueiro. No início do século 20, a Vila Mariana já era um bairro bastante expressivo.

No fim dos anos 40, foi inaugurado o Instituto Biológico, criado para combater uma praga que, três anos antes, havia devastado os cafezais paulistas. Inserida na política que visava promover os estudos científicos no País, a instituição tornou-se referência nacional na área de pesquisa agrícola e um dos principais centros de formação de cientistas do Estado. Hoje o espaço também abriga um museu que aproxima à ciência dos visitantes de forma lúdica e didática. 

Outra onda de progresso aconteceu na região com a chegada do metrô em 1974. O bairro foi se desenvolvendo sempre acompanhado de uma boa infraestrutura de serviços, comércio, transporte público e lazer. Por ali, passam cinco estações de metrô (Ana Rosa, Vila Mariana, Paraíso, Santa Cruz e Chácara Klabin) sem contar o grande número de bares, restaurantes, baladas, empresas, cinemas e museus, como o Lasar Segall. 

A sede da Cinemateca Brasileira e o Sesc Vila Mariana surgem como importantes pontos culturais da região, que também conta em seus arredores com o Parque do Ibirapuera, o mais frequentado da capital paulista. Outra questão que deve ser lembrada é que o bairro tem forte presença acadêmica, especialmente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), um centro de referência, com hospitais, clínicas e institutos de estudo e pesquisa.

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