Nabil Mounzer/Efe
Nabil Mounzer/Efe

Violência explode em Beirute após funeral de oficial

Manifestantes tentaram invadir escritório do primeiro-ministro; libaneses culpam Síria por morte

Reuters,

21 de outubro de 2012 | 13h27

BEIRUTE - A violência irrompeu no centro de Beirute neste domingo, 21, quando manifestantes tentaram invadir os escritórios do primeiro-ministro Najib Mikati após o funeral do general Wissam al-Hassan, morto em uma explosão na sexta-feira atribuída por muitos ao regime da vizinha Síria. Segundo testemunhas, as forças de segurança dispararam para o ar e a polícia usou gás lacrimogênio para repelir os centenas de manifestantes, que derrubaram barreiras e atiraram pedras e barras de aço.

Uma multidão enfurecida marchou em direção ao escritório do primeiro-ministro do Líbano depois que políticos pediram que Mikati renunciasse. A oposição e seus partidários acreditam que Mikati é muito próximo ao presidente sírio, Bashar Assad, e seu aliado libanês Hezbollah, que faz parte do governo de Mikati.

Muitos dos manifestantes agitaram bandeiras do Movimento Futuro de oposição anti-Síria - um partido muçulmano de maioria sunita - e as forças libanesas cristãs, assim como bandeiras negras islâmicas. Eles se dispersaram após a ação das forças de segurança e não houve relatos imediatos de quaisquer outras vítimas além de dois desmaios de pessoas.

O líder da oposição Saad al-Hariri apelou aos apoiantes que recuassem da onda de violência. "Nós queremos a paz, o governo deveria cair, mas nós queremos que de seja de uma forma pacífica. Apelo a todos aqueles que estão nas ruas recuar", disse Hariri a seus simpatizantes após o ataque, falando no canal de televisão Futura.

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