Violência na Síria deixa 14 mortos--ativistas

Catorze pessoas morreram nesta quinta-feira em trocas de tiros em duas cidades sírias, a maioria em confrontos entre tropas leais ao presidente Bashar al-Assad e homens armados que seriam desertores das Forças Armadas, informou um grupo ativista.

REUTERS

13 Outubro 2011 | 10h10

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, baseado na Grã-Bretanha, disse que seis soldados e dois desertores do Exército morreram em confrontos na cidade de Haara, no sul, além de um civil.

Na província norte de Idlib, onde forças de Assad realizam operações para prender civis, desertores das Forças Armadas e homens armados, cinco civis foram mortos depois que tropas com apoio de veículos blindados invadiram a cidade de Binish com metralhadoras automáticas, disse o grupo.

A Organização das Nações Unidas diz que 2.900 pessoas morreram na repressão de Assad aos protestos, que começaram na província sul de Deraa há mais de seis meses e se espalharam para outras regiões do país.

A maior parte da violência nos últimos dias ocorreu em Idlib, Deraa e Homs, onde ativistas afirmam que tiroteios têm acontecido desde domingo.

Protestos de rua contra os 11 anos de regime da família Assad, inspirados pelos movimentos da "Primavera Árabe" que já derrubaram os líderes de três países do Norte da África, foram principalmente pacíficos, mas há crescentes relatos de ataques às forças de segurança por parte de militares desertores.

Autoridades sírias culpam grupos armados com apoio do exterior pela violência, que elas dizem ter matado 1.100 membros de suas forças de segurança.

(Reportagem de Dominic Evans)

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