Viracopos compra kit para resgate de avião quebrado

O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), é o primeiro do País a funcionar com um equipamento para resgate de aeronaves quebradas na pista à disposição das companhias aéreas. O recovery kit foi comprado pela concessionária Aeroportos Brasil, após o fechamento de Viracopos por 46 horas, entre os dias 13 e 15 de outubro do ano passado, quando um cargueiro da Centurion Cargo Airlines ficou atravessado na pista, depois de um pouso forçado.

RICARDO BRANDT, Agência Estado

18 de março de 2013 | 19h41

No Brasil, só a TAM possui um equipamento desse tipo. Ele foi usado para a liberação da pista de Viracopos, em outubro passado, quando 40 mil passageiros foram afetados pelo fechamento do aeroporto e 512 voos foram cancelados. O equipamento fica no área de manutenção da empresa, em São Carlos, interior de São Paulo, e é deslocado por terra quando precisa ser usado. O recovery kit comprado pela Aeroportos Brasil custou US$ 3 milhões.

"Será feito um treinamento com os funcionários das companhias para que eles possam operar o equipamento em casos de emergência", afirmou o presidente da Aeroportos Brasil, Luiz Alberto Kuster. O equipamento, que chegou no último fim de semana a Viracopos, ainda não é o que foi comprado. Ele foi emprestado, sem custo, pela empresa holandesa Resqtec para ser usado até julho, quando chega o recovery kit adquirido pela concessionária.

Cargueiro

O cargueiro MD-11, da Centurion, continua quebrado, em Viracopos, sem conserto. A empresa norte-americana e a seguradora devem desmontar a aeronave e vendê-la aos pedaços, segundo apurou a reportagem. O diretor-geral da Centurion Cargo Airlines no Brasil, Vanderlei Morelli, afirmou que essa é uma das alternativas em estudo, mas ainda está sendo considerada a possibilidade de manutenção. "Estamos ainda avaliando as condições e o valores envolvidos."

Enquanto fica estacionada em Viracopos, a empresa já acumulou, até o último dia 8 de março, uma dívida de pelo menos R$ 700 mil a ser paga pela estadia de mais de cinco meses no aeroporto. O valor a ser pago será dividido entre a Agência Nacional de Avião Civil (Anac), a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), antiga gestora do aeroporto, e a Aeroportos Brasil, que desde o dia 13 de fevereiro administra o terminal, após vencer o leilão de concessão em fevereiro de 2012.

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