Virada Cultural em São Paulo continua até as 18h

A 7ª Virada Cultural de São Paulo - que começou às 18 horas de ontem com 20 mil pessoas lotando a Praça Júlio Prestes, no Centro da capital, para ver o show de Rita Lee - continuará até as 18 horas de hoje com centenas de opções. Rock, samba e comédia estão entre as atrações do dia.

LUCAS NOBILE E ROBERTO NASCIMENTO, Agência Estado

17 de abril de 2011 | 11h55

Ontem, Rita Lee deu o pontapé inicial da Virada Cultural Paulistana de 2011 com um show eletrizante, marcado por declarações políticas, que trouxe por volta de 20 mil pessoas à Praça Julio Prestes, em frente à Sala São Paulo. Não demorou para que Rita apimentasse o seu discurso. Auxiliada por sua banda família, com filho e marido nas guitarras, abriu com Agora só falta você, e logo disse: "Perto da Virada Cultural Paulista, o Rock in Rio é um cemitério musical".

Até as 17h30 de ontem, o trânsito era tranquilo nos arredores da Sala São Paulo. Casais como Alexandre Moisés e Mara Frateso show de chi, de Ribeirão Preto, e grupos de fãs se juntavam para o show de abertura. "Amanhã (hoje) vai ser melhor", contou Alexandre, que viera à capital por causa da programação brasileira. "Paulinho da Viola, Almir Sater, Renato Teixeira. Vamos escutar samba e sertanejo bom, embora sejamos de Ribeirão e lá isto não faz falta." completou.

Entre as atrações deste domingo, sambistas de primeira serão atração na República - a programação começou às 8 horas, com o mestre portelense Monarco, seguia com o compositor Riachão e termina com Paulinho da Viola e Orquestra de Cordas de Curitiba. Fãs de música instrumental podem ver a inventiva Orkestra Rumpilezz, às 13 horas, no Palco Libero Badaró, e as big bands do Movimento Elefantes no Parque da Luz. No Palco Júlio Prestes, a fanfarra nostálgica será embalada por RPM, Blitz, Plebe Rude e Frejat. Na Barão de Limeira estarão Almir Sater e Renato Teixeira. Às 17 horas, tem Erasmo Carlos no Palco Arouche e Jorge Mautner na 15 de Novembro.

Já pelo palco da Estação da Luz passarão bailarinos da Cisne Negro e da São Paulo Companhia de Dança. Novidade nesta edição é uma ópera ao ar livre no Pátio do Colégio: a Orquestra Sinfônica Municipal e o Coral Lírico apresentam Pagliacci, às 19 horas. E a febre da stand-up comedy também chega à Virada. Danilo Gentili é esperado no palco do Viaduto do Chá.

Frequentemente subjugado de maneira leviana, o rap nacional novamente deu a volta por cima. Desde a briga generalizada na edição de 2007 da Virada Cultural, o gênero foi associado à violência pelo fato de a confusão ter ocorrido durante o show dos Racionais MCs. Quatro anos depois, o rap voltou ao evento, sem brigas, com a presença de um público diversificado, incluindo famílias e crianças.

Segundo a Polícia Militar, a Guarda Civil Metropolitana e o Corpo de Bombeiros, não houve nenhuma ocorrência até as 22 horas de ontem. Apenas um homem completamente embriagado invadiu o fosso da imprensa, foi retirado pelos seguranças do evento e devolvido à pista. Até o horário, o atendimento no ambulatório do palco era tranquilo, com um caso de queda de pressão de uma garota e outro de um homem embriagado. Logo em seguida, porém, uma mulher alcoolizada desmaiou e foi atendida pelos próprios amigos até uma ambulância chegar, poucos minutos depois. No mesmo local, um rapaz embriagado e com ferimentos - sua camisa estava ensanguentada - pediu ajuda a um grupo de policiais após se envolver em uma briga na Praça da República. Os PMs não haviam localizado os agressores até então. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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