Visão de dinheiro muda comportamento humano, diz estudo

A simples visão de dinheiro pode mudar o comportamento de uma pessoa, de acordo com os resultados de estudo conduzido por uma professora de marketing. Para chegar a essa conclusão, Kathleen Vohs, da Universidade de Minnesota, e colegas conduziram nove experimentos, nos quais pessoas tinham de resolver quebra-cabeças ou executar outras tarefas. O comportamento de pessoas expostas a dinheiro foi comparado ao de outras que não estavam sendo levadas a pensar no assunto.Os dois grupos agiram de modo diferente, informa artigo sobre o trabalho, publicado na edição desta sexta-feira da revista Science. "A mera presença de dinheiro muda as pessoas", disse Vohs. "O efeito pode ser positivo ou negativo. Exposição a dinheiro, ou o conceito de dinheiro, eleva o senso de auto-suficiência" e pode tornar as pessoas mais anti-sociais, disse ela.Por exemplo, disse a pesquisadora, um estudante com pouco dinheiro que queira se mudar chama os amigos para ajudá-lo, e eles se divertem em meio ao trabalho. Uma vez que os estudantes consigam bons empregos, a tendência é contratar uma firma de mudanças. Isso é mais eficiente, mas o grupo perde a interação pessoal."A idéia subjacente é que, em algum momento do início da humanidade, todo mundo provavelmente precisava dos outros para fazer o que queria", mas no final surgiram sistemas de troca, e no fim, o dinheiro, que permite que as pessoas persigam suas metas pessoais sem pedir ajuda. Em um dos experimentos, 52 estudantes foram divididos em grupos, e pediu-se que construíssem frases a partir de um conjunto de palavras soltas. Para um grupo, a frase era "um alto salário", enquanto outros tiveram "está frio lá fora".Em seguida, pediu-se que os estudantes montassem um quadrado a partir de um conjunto de discos, pedindo ajuda, se necessário. Alguns dos grupos que tinham montado frases sem o conceito de dinheiro foram posicionados de forma a olhar para uma pulha de dinheiro de brinquedo.Os estudantes que montaram a frase sobre salário trabalharam, em média, 5,2 minutos no quebra-cabeça de discos antes de pedir ajuda. Os que viram o dinheiro falso, 5,1 minutos. Já os que não tinham sido levados a pensar em termos monetários apelaram para o auxílio dos demais bem mais cedo, após apenas 3 minutos.

Agencia Estado,

16 de novembro de 2006 | 18h23

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