Vítimas de pedofilia de SP fazem novo reconhecimento

Crianças de Catanduva, no interior paulista, voltaram a apontar hoje seus agressores em mais uma sessão de reconhecimento realizada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia e pelo Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Doze crianças e 13 suspeitos de crimes de pedofilia participaram das sessões, entre eles um médico, dois empresários e um comerciante. As 12 crianças, que fazem parte de um total de 47 que relataram os abusos, apresentaram novos suspeitos e, por isso, passaram pelo reconhecimento.

CHICO SIQUEIRA, Agencia Estado

17 Junho 2009 | 20h18

As sessões foram realizadas na Delegacia de Investigações Gerais (DIG), de São José do Rio Preto, município a 60 quilômetros de Catanduva, para onde grupos de três e quatro crianças eram levados de carro após cada depoimento. Segundo o presidente da CPI, senador Magno Malta (PR-ES), a medida foi tomada para evitar exposição das crianças e problemas como os que ocorreram no primeiro reconhecimento, realizado em fevereiro, quando os menores ficaram sem amparo psicológico, sem comida e os pais não tiveram acesso aos depoimentos dos filhos.

O promotor João Santa Terra, responsável pelo caso, afirmou que alguns suspeitos foram reconhecidos, mas não apontou nomes e número de crianças que reconheceram seus agressores. Cristiane Silva, mãe de três crianças, disse que uma de suas filhas reconheceu o médico, além do comerciante. "Ela trocou os nomes, mas reconheceu quatro agressores, entre eles, o doutor", afirmou. Porém, o advogado do médico, José Luís Oliveira Lima, negou que seu cliente foi reconhecido. "Nenhuma das crianças o reconheceu", disse.

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