Vizinhos de escolas de samba queixam-se de barulho

Quando começam os primeiros repiques da bateria, dando início ao ensaio, os vizinhos das escolas de samba já sabem: serão horas de barulho. Desde a metade do ano passado, as reclamações aumentaram 160%. Nesse período, a Prefeitura de São Paulo recebeu 39 queixas contra escolas de samba. No ano passado, houve 15. A campeã de reclamações é a Nenê de Vila Matilde, na zona leste.A quadra fica em um local tranquilo e residencial. Aos domingos, a escola treina a evolução nas ruas. A reportagem conversou com várias pessoas que não quiseram se identificar. ?É muito barulho. E a área fica uma sujeira?, diz uma senhora que mora há mais de 20 anos na rua. ?Mas se colocar meu nome, depredam minha casa.? O presidente da Nenê, Alberto Alves da Silva Filho, diz ter feito um acordo com os moradores. ?Nos últimos dez anos, não fazemos ensaios após as 23 horas.?A Império de Casa Verde, na zona norte, é vice-líder em reclamações. A escola diz nunca receber queixas. ?A vizinhança frequenta os ensaios?, afirma Rogério Gonçalves, assistente administrativo da Império. Na Bela Vista, região central, a quadra da Vai-Vai é rodeada por edifícios residenciais. O presidente da escola, Edmar Thobias, diz que poucos reclamam. Indagado se os ensaios terminam na hora, ele responde que ?às vezes? ultrapassam o horário. Segundo Thobias, a escola ganhou da Prefeitura, em dezembro, um terreno na Rua Condessa de São Joaquim. ?Mas para executar o projeto (de mudança) dependemos do caixa.? As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

MÔNICA CARDOSO, Agencia Estado

14 de fevereiro de 2009 | 10h03

Tudo o que sabemos sobre:
carnavalSPbarulho

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.