Você aprova meu IPTU que eu passo seu projeto

O projeto de lei 537, que proíbe a comercialização e produção de foie gras no município de São Paulo, foi apresentado em agosto pelo vereador Laércio Benko, do Partido Humanista da Solidariedade (PHS). Mas, dias antes, o mesmo Benko havia se envolvido em outra polêmica. Adepto da umbanda, ele defendeu no plenário do Legislativo, no dia 7 de agosto, o uso de animais em rituais. A defesa da prática foi uma resposta à proposta do deputado estadual Feliciano Filho (PEN), apresentada na Assembleia Legislativa paulista no ano passado, que proíbe o sacrifício de animais em todo o Estado.

Diego Zanchetta é repórter de Metrópole, e cobre a Câmara Municipal, O Estado de S.Paulo

10 Outubro 2013 | 02h22

Benko argumenta que nos rituais não existe sacrifício, apenas imolação dos animais "em religiões de matrizes africanas." O parlamentar diz que são usados bodes e galinhas - e nunca animais como cachorros e gatos.

Além de proibir o foie gras, o projeto de lei proíbe a vende e produção de artigos com pele animal. Ainda sem data marcada para segunda votação, o projeto tem boas chances de ser aprovado na Câmara. Isso porque, neste momento, o prefeito Fernando Haddad (PT), precisa que os vereadores aprovem o aumento do IPTU na cidade. Em troca da confirmação do projeto do prefeito, os vereadores devem exigir que seus projetos pessoais sejam aprovados em plenário, com acordo entre situação e oposição. A quantidade de projetos de lei aprovados é comumente usada como capital político na hora da reeleição.

Mais conteúdo sobre:
IPTU foie gras

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.