Você é a favor da liberação do aborto até a 12ª semana de gestação?

SimPara Renato Azevedo, presidente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo, trata-se de respeitar a autonomia da mulher. "A criminalização do aborto não tem conseguido impedir o aumento desta prática, mas tem feito com que as mulheres, principalmente as mais pobres, se submetam a abortos clandestinos, em condições precárias. No Brasil, o abortamento não seguro é uma importante causa de mortalidade materna, sendo evitável em 92% dos casos e tem forte impacto sobre a saúde pública. Nessa discussão, é importante ressaltar a autonomia do médico, que pode se negar ao procedimento se tiver objeção de consciência. Não se trata de ser a favor do aborto, mas sim a favor da autonomia da mulher em decidir, sem ser criminalizada por isso.

O Estado de S.Paulo

22 de março de 2013 | 02h07

NãoPara João Batista Gomes Soares, presidente do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais, o dever do médico é salvar vidas. "A gente entende que há vida a partir do momento em que há a fecundação do óvulo com o espermatozoide. É claro que somos favoráveis ao aborto em casos de gestações incompatíveis com a vida, como a anencefalia, mas permitir que a mulher aborte simplesmente porque ela não quer aquela gravidez, somos totalmente contra. Defendemos que haja uma política de saúde pública e de acolhimento dessa mulher, como um programa de adoção dessa criança, por exemplo. Além disso, por se tratar de um tema tão polêmico, defendemos que haja uma consulta pública sobre o assunto. É a sociedade que tem de decidir."

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