Volume de crédito retoma crescimento em fevereiro-BC

O crédito total disponibilizado pelo sistema financeiro no Brasil subiu 0,4 por cento em fevereiro, chegando a 48,8 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), ou 2,035 trilhões de reais, informou o Banco Central nesta terça-feira.

REUTERS

27 Março 2012 | 11h03

Dados divulgados pelo BC mostraram ainda que a inadimplência ficou em 5,8 por cento no mês passado, estável ante janeiro. O calote de pessoa física ficou em 7,6 por cento e o de empresas, 4,1 por cento, ambos estáveis em relação ao mês anterior.

A taxa de juros média cresceu 0,1 ponto, para 38,1 por cento ao ano. Para pessoa física, o juros subiu 0,3 ponto, para 45,4 por cento ao ano. Esse cenário contrasta com as seguidas quedas na taxa Selic, que está em 9,75 por cento.

Só as empresas tiveram queda nos juros, de 0,1 ponto, para 28,6 por cento ao ano.

O spread atingiu 28,4 pontos percentuais em fevereiro, contra 27,8 pontos no mês anterior. Para pessoa física, houve crescimento de 0,9 ponto, para 35,8 pontos. O spread de empresas teve leve aumento de 0,3 ponto, para 18,8 por cento.

QUEDA EM JANEIRO

Em janeiro, o crédito total disponibilizado pelo sistema financeiro registrou a primeira queda desde fevereiro de 2009, de 0,2 por cento, em razão de fatores sazonais e também, do mercado cambial.

Este ano, na previsão do BC, o estoque do crédito deve ter crescimento de 15 por cento sobre 2011, quando o volume subiu 19 por cento. A autoridade monetária tem reforçado que a expansão desses recursos disponíveis não carrega riscos inflacionários.

Com a moderação do crédito deve vir também uma reversão do crescimento da inadimplência, que continua em patamares elevados, ainda segundo avaliação do próprio BC, que aposta no aquecimento do mercado de trabalho e na seletividade dos bancos na hora de conceder crédito.

O governo está determinado em reduzir os spreads bancários -diferença entre o custo de captação das instituições financeiras e a taxa efetivamente cobrada aos clientes finais- usando o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Ou seja, quer que os bancos estatais reduzam os preços dos empréstimos para forçar que seus concorrentes façam o mesmo, como ocorreu em 2008 e 2009, no auge da crise financeira.

(Reportagem de Tiago Pariz e Maria Carolina Marcello)

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