Voo AF447 foi um 'fracasso' para nossa empresa, diz Air France

O presidente do conselho de administração da Air France-KLM, Jan-Cyril Spinetta, afirmou nesta quinta-feira que o acidente do voo AF 447 entre Rio e Paris, que caiu no Atlântico e matou todos os 228 ocupantes, foi "uma tragédia" e representou "um fracasso" para a empresa.

REUTERS

09 Julho 2009 | 15h44

"É uma tragédia para nós e a comunidade nacional. É uma tragédia para a comunidade internacional, é uma tragédia para a comunidade aeronáutica mundial, que deseja compreender o que aconteceu, e é uma tragédia para a Air France", disse ele durante discurso na assembléia geral anual dos acionistas da empresa, antes de convidar o público a fazer um minuto de silêncio.

"Mas é também um fracasso para nossa empresa. A segurança de nossos voos falhou. Precisamos entender o que aconteceu", acrescentou.

"Infelizmente, houve duas outras tragédias na empresa antes de minha chegada à Air France: a catástrofe do monte Saint-Odile (em 1992) e a do Concorde (em 2000). Existem feridas que nunca cicatrizam e que carregamos conosco. Apesar disso, a empresa precisa permanecer unida, suportando as provações", disse ele.

O voo AF447, que fazia o trajeto entre o Rio de Janeiro e Paris, caiu no oceano Atlântico após decolar em 31 de maio. A investigação sobre as causas do acidente ainda está em curso.

Em entrevista concedida ao jornal Le Figaro na quinta-feira, o diretor-geral da empresa aérea franco-holandesa, Pierre-Henri Gourgeon, negou que disponha de uma "gravação secreta" do piloto do avião. Os rumores sobre as circunstâncias do acidente vêm se multiplicando nas últimas semanas.

(Por Matthias Blamont)

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