Votação de MP da compra de bancos fica para semana que vem

'Estamos preparando o terreno para votar na próxima terça', diz Henrique Fontana, líder do governo na Câmara

Reuters,

05 Novembro 2008 | 13h28

A votação da medida provisória que permitiu a compra de bancos privados pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil só irá a plenário na semana que vem. "Estamos preparando o terreno para votar na próxima terça-feira", disse o líder do governo, deputado Henrique Fontana (PT-RS). "A MP é importante porque amplia as opções de mercado", acrescentou.   Veja também: De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Veja o que muda com a Medida Provisória 443 Veja as semelhanças entre a MP 443 e o pacote britânico Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise Dicionário da crise    Considerada crucial pelo Executivo para reduzir os impactos da crise financeira internacional, a MP 443 encontra resistências na oposição. O relator da matéria, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), está fazendo os ajustes finais em seu parecer. Nesta quarta-feira, reuniu-se com o PSDB, que condicionou seu apoio à medida à negociação de uma lista de exigências.   O partido é contra a criação do Caixa Par, empresa que permite ao banco nacional adquirir participações de companhias de construção civil. O argumento é de que a instituição já é a maior financiadora do setor e que, por isso, haveria conflito de interesses. Mas o governo não abre mão do item, e avisou poder, no máximo, discutir um mecanismo para evitar operações duvidosas.   Outro ponto de divergência é o prazo para desfazer a operação de compra, evitando, assim, uma onda estatizante no setor financeiro. Enquanto o relator propõe um limite de quatro anos para alienar o banco, a oposição quer o tempo máximo de dois anos.   A liderança tucana na Câmara quer, ainda, que o presidente da República ratifique todas as aquisições por meio de decreto, como forma de responsabilizá-lo em caso de irregularidade. Também quer limitar a possibilidade de compra de fundos de previdência e garantir a criação de um comitê, formando pelos ministérios da Fazenda, Planejamento e Desenvolvimento, para avaliar os processos de compra.

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