Vovó Lourdes

Lourdes Oliveira é a única vovó que prefere o suspiro clarinho e seco. "Suspiro não se assa, se seca", repete o mantra da professora de confeitaria Heloisa Rodrigues. Mas não adianta muito: seu filho, Rodrigo, chef do restaurante nordestino Mocotó (Av. Nossa Senhora do Loreto, 1100), fica frustrado se dá uma mordidinha no suspiro da mãe e não sente aquele puxa-puxa. "Ele fica desesperado, diz que seco não serve", conta, advertindo que fazer suspiro é fácil, mas exige acuidade. "Eu achava que era só bater a clara, colocar o açúcar e levar para o forno. O suspiro ficou parecendo uma esponja, achatou, esborrachou todo", relembra. A pernambucana que é a responsável pelo festejado sorvete de rapadura do Mocotó aceitou o desafio do Paladar e ensaiou dois novos recheios para seu suspiro: rapadura (claro) e castanha de caju. "Ai, será que agora vou começar a fazer suspiro sempre? Ai, meu Deus, o que vai ser de mim? Já estou pensando em um de pimenta", diz, e guarda fornadas para o pessoal do Mocotó aprovar (eles se esbaldaram).

14 Maio 2009 | 12h04

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