Vulcões dizimaram espécies

Novas técnicas de datação de rochas confirmaram que uma sequência de grandes erupções vulcânicas, ocorrida 200 milhões de anos atrás, provocou a extinção de metade das espécies que habitavam a Terra nessa época.

O Estado de S.Paulo

22 de março de 2013 | 02h05

As informações são de um estudo da revista Science, divulgado ontem. Segundo a publicação, o resultado da pesquisa oferece a data mais precisa sobre o momento que isto aconteceu: há 201.564 milhões de anos. O evento é conhecido como "extinção do fim do Triássico" e teria aberto espaço para a expansão dos dinossauros, que dominaram o planeta pelos próximos 135 milhões de anos - até que um outro evento cataclísmico acabou também com eles, no final do Cretáceo, 65 milhões de anos atrás.

Segundo os pesquisadores, as erupções teriam desencadeado mudanças climáticas de grandes proporções e rápidas demais para que muitos organismos conseguissem se adaptar. Nesse sentido, dizem os cientistas, o evento pode servir como um paralelo histórico do que está acontecendo hoje com o clima da Terra, em decorrência de atividades humanas. "De alguma forma, esse epílogo da extinção do Triássico é análogo com o que estamos vivendo hoje", disse o autor principal do estudo, Terrence Blackburn, que hoje está na Instituição Carnegie, mas realizou a pesquisa quando era do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). "Pelo estudo dos dados geológicos podemos obter muito conhecimento sobre o possível impacto que duplicar a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera teria sobre as temperaturas globais, a acidez dos oceanos e sobre a vida na Terra."

Quatro grandes erupções teriam lançado à superfície cerca de 10,5 milhões de quilômetros cúbicos de lava, ao longo de um período de 600 mil anos. / AFP

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