Wagner cede e greve da PM acaba na BA

Durou menos de 48 horas a greve da Polícia Militar da Bahia que provocou saques a lojas e uma onda de violência no Estado. Tropas federais já haviam desembarcado em Salvador quando o governo concordou em dar aos grevistas um aumentou de 6% por meio do reajuste da gratificação de condições especiais de trabalho - o salário-base de um soldado da PM baiana é de R$ 2,3 mil.

HELIANA FRAZÃO E TIAGO DÉCIMO, Agência Estado

18 Abril 2014 | 09h49

Os grevistas conseguiram ainda do governo a reavaliação do plano de cargos e salários, a revisão do Código de Ética da categoria e a retirada de sanções administrativas contra os grevistas. Ainda ontem, a Justiça Federal havia determinado a imediata suspensão do movimento, estipulando multa de R$ 1,4 milhão por dia para as seis associações de policiais do Estado e para seus dirigentes em caso de descumprimento da decisão.

O fim da greve foi decidido em uma assembleia feita ontem à tarde pelos policiais com a presença do arcebispo de Salvador, d. Murilo Krieger. Apesar disso, os 6 mil integrantes das tropas da Força Nacional de Segurança e do Exército enviados para fazer o policiamento das principais cidades baianas durante a greve vão ficar no Estado até o domingo. "Faremos uma avaliação da situação depois do feriado", disse o governador Jaques Wagner (PT). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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