Wall Street tem alta com otimismo após cortes de juros

As bolsas norte-americanas fecharam em alta nesta quinta-feira, com o otimismo dos investidores de que os cortes agressivos de juros pelos bancos centrais do mundo, incluindo o Federal Reserve, poderão ajudar a aliviar os efeitos da crise financeira global. O índice Dow Jones teve alta de 2,11 por cento, para 9.180 pontos. O Standard & Poor's 500 subiu 2,58 por cento, para 954 pontos. O Nasdaq apresentou valorização de 2,49 por cento, para 1.698 pontos. Os investidores também encontraram apoio em sinais de que os esforços para afrouxar os apertados mercados de crédito estão funcionando, enquanto a taxa que os bancos cobram para emprestar dólares uns para os outros caiu, liberando o dinheiro necessário para evitar uma brusca desaceleração. No penúltimo dia de outubro, as ações estão a caminho de registrar sua maior perda mensal desde a crise de 1987. Nas últimas divulgações de resultados trimestrais, as ações da Colgate-Palmolive Co subiram 7,1 por cento para 64,23 dólares na New York Stock Exchange, depois que a empresa registrou um lucro que superou as expectativas. Embora dados tenham mostrado que a economia dos EUA experimentou sua maior contração em sete anos no terceiro trimestre, a leitura do PIB foi melhor que a esperada. "Será que o buraco é mais raso do que estávamos temendo ou será que é algo que irá crescer como uma bola de neve?", disse Matt Kaufler, gerente de carteira de valores e analista de equities da Clover Capital Management em Rochester, no Estado de Nova York. "Há talvez mais espaço para o otimismo de que podemos passar por isso hoje, do que havia há duas semanas." Na Nasdaq, as ações da Apple Inc, fabricante do iPhone e do iPod, subiram 6,2 por cento para 111,04 dólares, enquanto a Intel subiu 8,2 por cento para 16,17 dólares. Segundo analistas, o setor de tecnologia está entre os maiores beneficiários da atual reação do mercado.

LEAH SCHNURR, REUTERS

30 de outubro de 2008 | 19h24

Tudo o que sabemos sobre:
WALLSTFECHAATUA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.