William e Kate aproveitam a popularidade em visita ao Canadá

O príncipe é muito mais popular no Canadá que seu pai, Charles, o primeiro na sucessão ao trono

RANDALL PALMER, REUTERS

30 Junho 2011 | 15h55

O casal real, no centro, logo ao chegar a Ottawa, ao lado do premiê Stephen Harper e esposa

 

OTTAWA - Chapéus de caubói brancos, um pouso emergencial de helicóptero e o sobrevôo do lar fictício da protagonista do livro "Anne of Green Gables" aguardam os recém-casados príncipe William e Kate no Canadá, na primeira viagem oficial do casal ao exterior.

 

Os potenciais futuros rei e rainha da Inglaterra e do Canadá começaram seu giro pelo Canadá em Ottawa na tarde desta quinta-feira, 30. O objetivo da viagem é em parte ampliar os laços entre a monarquia e os canadenses, que têm a rainha Elizabeth como sua chefe de Estado.

O secretário canadense da rainha, Kevin MacLeod, disse a jornalistas: "Em vista da juventude e do dinamismo deste casal, acho que eles vão simplesmente continuar a reafirmar o papel importante exercido pela coroa neste país."

Multidões se reuniram cedo no Memorial Nacional de Guerra em Rideau Hall, onde o duque e a duquesa de Cambridge ficarão hospedados. A previsão é que uma multidão recorde comemore com eles o feriado do Dia do Canadá, na sexta-feira, na Colina do Parlamento.

'Parece Natal'

 

William e Kate vão percorrer sete cidades em quatro províncias e um território antes de partirem para a Califórnia, em 8 de julho. William, que é piloto de helicóptero de buscas e resgates no País de Gales, vai co-pilotar um helicóptero Sea King que fará um pouso emergencial de treino na água na Ilha Príncipe Edward.

O casal vai navegar em uma fragata de Montreal a Quebec, voar em um pequeno avião até o isolado lago Blatchford, nos Territórios do Noroeste, a pouca distância do Círculo Ártico, e receber chapéus brancos cerimoniais antes do início do Calgary Stampede, um grande rodeio e festival anual. "Para nós, monarquistas, parece Natal", disse alegremente no Twitter o líder da Liga Monarquista do Canadá, Robert Finch.

Família real canadense

 

Marilyn Job, 58 anos, se recorda muito bem de ter viajado a Toronto quando tinha 6 anos para ver a rainha Elizabeth. Ela chegou ao Memorial de Guerra Nacional seis horas antes da chegada prevista de William e Kate para deixarem uma coroa de flores no local, conseguindo um lugar cobiçado a apenas um metro do tapete vermelho. "A monarquia é uma função importante do Canadá", disse ela, que considerou crucial que o neto da rainha e a mulher dele renovem o afeto das pessoas pela instituição. "De outro modo, ela vai desaparecer."

O príncipe William é muito mais popular no Canadá que seu pai, príncipe Charles, o primeiro na sucessão ao trono, e seu casamento glamuroso com Kate em 29 de abril veio apenas intensificar essa atração. Mas boa parte da população canadense não entende a necessidade de uma família real canadense. Dependendo de como as perguntas são formuladas, até metade dos entrevistados opinam que, quando a rainha morrer, o Canadá deveria abandonar a monarquia.

O sentimento antimonarquista é mais forte em Quebec, de língua francesa, onde muitos ainda se ressentem da vitória britânica sobre a França em 1759. A Rede de Resistência do Quebec vai promover protestos contra a visita real à cidade.

Mas o sentimento antimonarquista no país como um todo parece ser menos forte que na Austrália, que em 1999 promoveu um referendo mal-sucedido sobre a abolição do papel da instituição no país.

John Wright, pesquisador do Ipsos, disse que, embora os canadenses se dividam quanto à monarquia, poucos se disporiam a enfrentar uma batalha constitucional e um provável referendo que seriam necessários para uma mudança.

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