Yo-Yo Ma vem ao Brasil em 2010

Violoncelista é destaque da temporada do Cultura Artística, que tem ainda o violinista Itzhak Perlman

João Luiz Sampaio, O Estadao de S.Paulo

26 de novembro de 2009 | 00h00

Depois de recitais memoráveis em 2007 na Sala São Paulo, o violoncelista Yo-Yo Ma e a pianista Kathryn Stott voltarão ao Brasil no ano que vem para duas apresentações dentro da temporada da Sociedade de Cultura Artística. Ao todo, serão dez atrações, que incluem ainda nomes como o violinista Itzhak Perlman, as filarmônicas de Dresden e da Radio France e a soprano italiana Anna Caterina Antonacci.

O ano começa em abril, com dois recitais de um duo formado pelo violinista russo Vadim Repin e o pianista israelense Itamar Golan. O programa é interessante: sonatas de Beethoven são colocadas lado a lado com peças de autores do século 20 como Debussy, Janácek, Stravinski, Strauss e Arvo Pärt.

Em maio, a primeira atração é a Filarmônica de Dresden, que vem a São Paulo sob regência do experiente maestro Rafael Frübeck de Burgos. O programa é comportado - as duas primeiras sinfonias de Brahms, o Don Quixote, de Strauss, e o Concerto para Violoncelo, de Schumann, com solos de Johannes Moser. Ainda em maio, o pianista Nelson Goerner faz recitais com obras de Chopin, uma de suas especialidades - nascido na Argentina, foi um dos prodígios a tomar de assalto a cena musical internacional nos anos 1980. E, encerrando a programação do mês, toca a Orquestra de Câmara de Basel, com outro violoncelista, Sol Gabetta; no programa, Bartok, Hoffmann e Haydn.

Yo-Yo Ma e Stott se apresentam no início de junho, mas o repertório dos dois recitais ainda não foi anunciado - foi assim também em 2007, quando eles acabaram interpretando obras de Schubert, Shostakovich, César Franck e Egberto Gismonti. Em julho, dois recitais da soprano italiana Anna Caterina Antonacci, que seus conterrâneos costumam comparar à lendária Maria Callas - comparações à parte, ela é uma das vozes mais interessantes do cenário, soprano de timbre escuro, e aqui vai interpretar repertório de canções que promete, com obra de autores como Fauré, Reynaldo Hahn, Tosti e Respighi, entre outros.

Em agosto, faz sua primeira visita ao País a Hong Kong Sinfonietta, com regência de Yip Wing-Sie e obras de Prokofiev, Shostakovich e do chinês Cheuk-yin. Em setembro, vez do contratenor Daniel Taylor, grande especialista na música barroca, que cancelou apresentação por aqui há dois anos. A Filarmônica da Rádio France toca em outubro, com regência do sul-coreano Myung-Whun Chung e solos do pianista Sergio Tiempo, protegido de Martha Argerich, no Concerto nº 1 para Piano e Orquestra de Chopin - a orquestra toca também a Sinfonia nº 5, de Beethoven. O encerramento da temporada se dá com Ithzak Perlman, que ainda não definiu o repertório de seus recitais - da última vez que esteve por aqui, em 2005, anunciou as peças durante a própria apresentação na Sala São Paulo.

As Atrações

ABRIL: Vadim Repin

(violino) e Itamar Golan (piano)

MAIO: Filarmônica de

Dresden (Frübeck de Burgos, regência, e J. Moser, violoncelo); Nelson Goerner (piano)

JUNHO: Orquestra de

Câmara da Basiléia; Yo-Yo Ma (violoncelo) e K. Stott (piano)

JULHO: Anna Caterina

Antonacci (soprano)

AGOSTO: Hong Kong

Sinfonietta (Yip Wing-Sie)

SETEMBRO: Daniel

Taylor (contratenor)

OUTUBRO: Philharmonique de Radio France (M. W. Chung, regência, Sergio Tiempo, piano)

NOVEMBRO: Itzhak

Perlman (violino)

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