YouTube estréia estratégia de publicidade para vídeo online

Site de vídeos testa formato de propaganda não-invasiva na internet

Reuters

22 Agosto 2007 | 16h11

O YouTube está realizando sua maior incursão no setor de publicidade em vídeos, uma das estratégias essenciais de seu controlador, o Google, que quer capturar porção ainda maior das verbas publicitárias dedicadas à Web.   O Google vem agindo com cautela desde que adquiriu o YouTube por US$ 1,65 bilhão, em novembro passado, interessado em ganhar dinheiro com o uso florescente dos vídeos na internet. A cautela é parte de estratégia para evitar o surgimento entre os internautas de rejeição da publicidade invasiva.   Nesta quarta-feira, 22, o YouTube lança uma maneira de vincular videoclipes a publicidade de uma forma que afirma fazer sentido contextualmente para os internautas e que os incentiva a buscar mais informações.   Em lugar de acrescentar um comercial no começo de cada clipe, o YouTube usará uma animação sobreposta na parte inferior da tela do player de vídeo que utiliza.   A sobreposição fica exposta por um breve período depois do início do clipe, e convida o usuário a clicar para assistir a um comercial ou trailer em uma nova tela. Caso o usuário não clique sobre o anúncio, ele desaparece em 10 segundos.   "A filosofia no YouTube é parte essencial do que fazemos no Google em geral, ou seja, todos os anúncios que servimos precisam oferecer valor ao usuário final", disse Eileen Naughton, diretora de plataformas de mídia do Google, à Reuters.   "Nossos parceiros publicitários estão ávidos por usar o YouTube como plataforma de marketing", afirmou a executiva, acrescentando que o novo formato InVideo já conta com 50 anunciantes para o lançamento esta semana.   Em um exemplo apresentado aos repórteres, um clipe de orientação sobre estilos de penteado para eventos noturnos, oferecido pela agência de modelos Ford, também oferecia um vislumbre do trailer do filme "Hairspray".   A sobreposição é uma estratégia que já é usada pelas grandes redes de televisão norte-americana para promover filmes ou programas novos. Mas os limites da mídia eletrônica tradicional não permitem que os telespectadores interajam com esses anúncios como o YouTube permite.

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