Zelaya será preso se voltar a Honduras, diz chanceler interino

O governo interino de Honduras disse nesta terça-feira que se o presidente deposto Manuel Zelaya voltar ao país será preso para enfrentar um julgamento.

REUTERS

30 de junho de 2009 | 15h50

"Já temos as ordens de prisão prontas para que fique nas prisões de Honduras e seja julgado de acordo com as leis da República", afirmou o chanceler interino, Enrique Ortez, em entrevista à rede CNN em espanhol.

O chanceler interino disse que Zelaya sofre acusações em Honduras por crime organizado, desvio de recursos, narcotráfico e violações à Constituição.

Zelaya foi levado para a Costa Rica após ser expulso do seu país por militares no domingo. Ele pretende voltar na quinta-feira a Tegucigalpa.

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, o presidente do Equador, Rafael Correa, e o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, acompanharão Zelaya na viagem de volta a seu país.

Ainda não estava claro de onde partiria a missão de acompanhamento a Zelaya. A logística da viagem começaria a ser definida na tarde de terça-feira num encontro de chanceleres em Washington, sede da Organização dos Estados Americanos

"A ideia é fazer um escudo diplomático" formado por líderes regionais", afirmou.

Mais conteúdo sobre:
HONDURASCHANCELER*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.