Zimbábue determina que receita de mineradoras fique no país

O Zimbábue determinou que empresas de mineração estrangeiras depositem as receitas de exportação em bancos locais, informou a mídia estatal no domingo, na mais recente medida do governo para pressionar as empresas, enquanto o país tenta resolver a fuga de dólares que atinge sua economia.

NELSON BANYA, REUTERS

18 Março 2012 | 12h54

O ministro de Minas, Obert Mpofu, disse ao jornal Sunday Mail que o gabinete decidiu na semana dizer às empresas de mineração que tragam de volta seus ganhos com operações no Zimbábue, que são depositados em contas estrangeiras.

"Nós temos sido liberais. Não faz sentido que as empresas de mineração operem no país e mantenham o dinheiro em contas no exterior", disse Mpofu.

"Uma ordem foi emitida e eles devem trazer todo o dinheiro de volta para o país porque a economia está agora dolarizada".

O governo de unidade do Zimbábue conseguiu estabilizar a economia, que cresceu 9,3 por cento em 2011 e deve crescer mais de 9,4 por cento neste ano, segundo números oficiais. Mas o país luta contra uma escassez aguda de dólares.

O Zimbábue adotou o uso de moedas estrangeiras, principalmente o dólar norte-americano e o rand sul-africano em 2009, após sua própria moeda ser destruída pela hiperinflação, que chegou a 500 bilhões por cento em dezembro de 2008.

Mineradoras estrangeiras que operam no país vêm sendo pressionadas pelo governo para passar a maioria de suas participações a empresas locais.

Na semana passada, Impala Platinum, o segundo maior produtor de platina do mundo, cedeu à pressão e disse que passaria 51 por cento das participações em sua unidade Zimplats para investidores locais.

O maior produtor do mundo de platina, a Anglo American Platinum, e a Rio Tinto e, que administra minas de diamantes, são algumas das multinacionais operando no Zimbábue.

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