Zona do euro estuda novas formas de cortar dívida da Grécia

Autoridades da zona do euro estão considerando novas formas de reduzir o enorme endividamento da Grécia, já que atrasos em reformas por Atenas e a prolongada recessão têm colocado a meta de relação dívida/PIB de 120 por cento em 2020 fora de alcance, afirmaram autoridades do bloco.

JAN STRU, Reuters

13 de outubro de 2012 | 10h09

Uma análise de sustentabilidade de dívida grega preparada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Central Europeu (BCE) e a Comissão Europeia em março previa que a dívida grega subiria para 164 por cento do PIB em 2013, de cerca de 160 por cento em 2012 num cenário base, assumindo que a economia grega pararia de encolher no ano que vem.

Mas a Grécia agora espera que sua economia encolha pelo sexto ano consecutivo em 2013, prevendo uma contração de 3,8 por cento que deve ampliar sua a relação com a dívida para 179,3 por cento.

"No momento parece que o nível da dívida da Grécia vai subir muito acima da meta de 120 por cento do PIB em 2020", disse o membro do comitê executivo do BCE Joerg Asmussen ao jornal Sueddeutsche Zeitung.

Para fazer com que a dívida recue ao patamar desejado em 2020, a Grécia poderia organizar recompras voluntárias de seus bônus, ele afirmou.

O dinheiro não viria do BCE, mas poderia ser emprestado pelo Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (ESM, na sigla em inglês), por exemplo, afirmou uma autoridade sênior da zona do euro que estava em Tóquio para as reuniões do fim de semana do FMI e do Banco Mundial.

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