Zoo de SP ganha urso-pardo e mais oito moradores

Após 15 horas de viagem, o urso-pardo Dingo, os tigres-de-bengala laranja Tom e Votan e outros seis animais - uma ema, quatro catetos e um aoudad, espécie de bode africano - chegaram na tarde de ontem ao Zoológico de São Paulo. Eles foram resgatados de um zoológico particular fechado em dezembro pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), na pequena Salete, em Santa Catarina, distante 668 km da capital paulista.

AE, Agência Estado

02 Março 2012 | 08h30

Vai demorar um pouco para que os visitantes conheçam os novos bichos. Eles ainda vão passar por uma bateria de exames e precisam se adaptar ao novo ambiente. "Não há prazo fixo para isso. O mínimo é de 15 dias", diz o biólogo Cauê Monticelli. A previsão é de que Dingo e Tom sejam os primeiros a seguir para suas áreas de exibição. Por conviverem em grupos, a ema, os catetos (um dos menores porcos-do-mato brasileiros) e o bode africano vão ficar em quarentena, que pode variar de 40 a 90 dias. "Precisamos saber se eles têm alguma doença e ter garantida a adaptação antes de juntá-los aos outros animais", explica o biólogo.

Já o tigre Votan vai passar por tratamento veterinário e fazer exames. Ele está abaixo do peso e abatido. "É o mais debilitado dos bichos que vieram de Salete. Pelo que soubemos, o zoológico de lá tinha algumas deficiências no manejo dos animais, como alimentação", disse Cauê.

Foram justamente os problemas de manejo, documentação e segurança dos animais que fizeram o Cattoni-tur Park Hotel Salete, onde funcionava o zoológico, ser fechado. De acordo com o Ibama de Santa Catarina, o local não atendia às condições mínimas exigidas para abrigar e expor os bichos. Entre os exemplos mencionados pelo instituto estão "ausência de conforto térmico, áreas pequenas demais para algumas espécies, sujeira, alimentação falha, alto índice de mortalidade e desatualização dos registros dos animais". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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