Alex Brandon/AP
Alex Brandon/AP

Abbas não vê outra alternativa a não ser o diálogo para a paz no Oriente Médio

Presidente da ANP defende a continuidade das negociações com israelenses

Associated Press

16 de setembro de 2010 | 09h37

RAMALLAH - O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) disse nesta quinta-feira, 16, em um ato otimista depois de dois dias de negociações, que não vê outra alternativa a não ser continuar dialogando com Israel pela paz no Oriente Médio.

 

Veja também:

linkEUA propõem mais três meses de moratória

especialInfográfico: As fronteiras da guerra no Oriente Médio

especialLinha do tempo: Idas e vindas das negociações de paz

forum Enquete: Qual a melhor solução para o conflito?

 

"Todos sabemos que não há alternativa para a paz a não ser as negociações, temos que continuar com esse processo", disse Abbas ao receber a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton.

 

Não ficou claro, porém, se Abbas sugeriu que os palestinos seguirão negociando se Israel não prolongar a suspensão das obras em novos assentamentos na Cisjordânia. A moratória israelense expira no próximo dia 26. Anteriormente, o líder palestino disse que a retomada da construção de novas colônias poderia levar o diálogo ao fracasso.

 

Abbas agradeceu o presidente dos EUA, Barack Obama, pela mediação do diálogo. "Sei que conhecendo a dificuldade e as consequências do momento, os americanos fazem tudo o possível para conseguirmos a paz", disse.

 

Hillary reiterou o empenho dos EUA em encontrar uma solução para os conflitos no Oriente Médio. Ela disse que os americanos "estão decididos e empenhados a trabalhar por um acordo de paz mediante as negociações que conduzam a um Estado palestinos independente, soberano e viável".

 

Nesta quinta, o jornal árabe baseado em Londres Asharq al-Awsat informou que os EUA sugeriram a israelenses e palestinos uma extensão de três meses na moratória na expansão de assentamentos judaicos na Cisjordânia. Segundo o diário, Abbas teria concordado com a proposta, mas o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, não se posicionou.

 

Retomada

 

As negociações de paz entre israelenses e palestinos estavam paralisadas há 19 meses, quando o Estado judeu realizou a Operação Chumbo Fundido na Faixa de Gaza e matou milhares de civis. No início de maio, porém, os lados anunciaram a retomada das conversas, embora nenhum progresso tenha sido feito até agora.

 

A cisão entre os grupos palestinos também prejudica as negociações. Em 2007, a Autoridade Palestina, facção secular liderada por Mahmoud Abbas, e o Hamas, movimento de resistência islâmica de inspiração religiosa, romperam o governo de coalizão que administrava os territórios palestinos.

 

Desde então, o Hamas - considerado por Israel e pelos EUA como uma organização terrorista - controla a Faixa de Gaza, e a Autoridade Palestina governa a Cisjordânia. O Hamas se nega a reconhecer o direito de existência de Israel e frequentemente lança foguetes contra o território judeu.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.