Autoridades denunciam apoio das Farc a protestos pró-Zelaya

Polícia hondurenha anuncia apreensão de recibos que indicam entrega de dólares a líderes do governo deposto

Efe,

27 de julho de 2009 | 17h05

As autoridades de Honduras denunciaram nesta segunda-feira, 27, um financiamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) às manifestações de apoio ao presidente deposto Manuel Zelaya. A polícia confiscou um livreto e recibos que registram a entrega de dólares a funcionários e dirigentes do governo de Zelaya "para gastar em El Paraíso", departamento fronteiriço com a Nicarágua, onde seguidores do presidente deposto esperam, desde a sexta-feira, sua entrada procedente do país vizinho, disse o comissário Danilo Orellana, chefe da operação de segurança na região.

 

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O oficial da Polícia Nacional explicou à imprensa que os recibos dizem que os dólares foram entregues por um ex-candidato a deputado pelo governante Partido Liberal e filho de um funcionário do governo de Zelaya. Orellana afirmou ainda que as quantidades entregues vão de US$ 2.500 a US$ 100 mil e não deu detalhes sobre a operação de confisco, realizada no fim de semana.

 

Sobre a possível origem do dinheiro, o comissário da polícia disse que a situação é muito explícita. "Vem da América do Sul, por causa de informações encontradas em um computador confiscado de um dirigente das Farc e vem de uma associação com o objetivo de chegar a alguém daqui, dirigentes em nosso país", disse.

 

"O Estado ou o órgão competente vão divulgar as pessoas que estão diretamente envolvidas e têm dinheiro das Farc, isso eu posso dizer diretamente", acrescentou. Alguns recibos, segundo o oficial, estão em nome de deputados de esquerda, funcionários do governo de Zelaya, dirigentes camponeses, sindicais, indígenas e de taxistas, e de pelo menos um prefeito e um governador, todos envolvidos nas mobilizações que exigem o retorno do presidente deposto.

 

"Estes dólares estão sendo utilizados para o envio de pessoas e mantimentos" para a região fronteiriça com a Nicarágua para esperar Zelaya, afirmou. O caso será passado para o Ministério Público.

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