Base militar dos EUA será mantida no Quiguistão, diz governo interino

Roza Otunbayeva desmente informações iniciais e afirma que 'contratos ainda estão vigentes'

estadão.com.br

09 de abril de 2010 | 12h06

BISHKEK - A chefe interina do governo do Quirguistão, Roza Otunbayeva, confirmou nesta sexta-feira, 9, a permanência da base aérea americana de Manas no país, instalação militar essencial para as operações no Afeganistão. A declaração de Roza desmente as informações que anteriormente haviam sido divulgadas, segundo a agência AFP.

 

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"Não temos a intenção de mudar nada na base americana, a prioridade é assegurar a estabilidade para nossos cidadãos. Não vamos alterar nada na base, os acordos existentes seguem em vigor", declarou Roza a repórteres.

 

Os acordos para manter a base aérea em Manas, cidade próxima à capital Bishkek, foram firmados pelo presidente Kurmanbek Bakiyev, expulso pela oposição nos protestos de quarta-feira, quando pelo menos 76 pessoas morreram e mais de mil ficaram feridas.

 

O estabelecimento da base, que ocorreu logo após os atentados ao World Trade Center em setembro de 2001, foi considerado uma afronta às autoridades russas, já que o Quirguistão está situado em uma área chamada de "zona sob influência da Rússia". Na quinta-feira, uma autoridade russa havia pedido que o governo interino fechasse a base, já que só poderia haver unidades militares russas no país.

 

Alguns especialistas vêm a Rússia por trás da sangrenta revolução de quarta-feira, mas isso foi desmentido pelo próprio Bakiyev. O governo interino, porém, agradeceu o apoio de Moscou, já que os russos foram os primeiros a reconhecer as novas lideranças como legítimas no país centro-asiático.

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