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Exército ataca refinaria em que reféns eram mantidos na Argélia

Extremistas islâmicos sequestraram funcionários e estrangeiros em represália à ação da França no Mali

estadão.com.br,

17 de janeiro de 2013 | 11h37

(Texto atualizado às 19h12) ARGEL - A ação das Forças Armadas da Argélia para libertar reféns da refinaria de gás na cidade de In Amenas terminou, informou a mídia local, de acordo com a rede CNN. O ataque onde extremistas islâmicos mantinham dezenas de funcionários reféns deixou 30 reféns, entre eles sete estrangeiros, e 11 extremistas mortos, afirmaram fontes da Segurança da Argélia, segundo a Reuters.  

Uma emissora de televisão argelina afirma que entre os estrangeiros mortos estão dois britânicos e dois filipinos. Citando um hospital da região, a reportagem diz que outras 13 pessoas ficaram feridas. Sete estrangeiros estão vivos, de acordo com a agência mauritana ANI, sendo três belgas, dois norte-americanos, um japonês e um britânico. 

As tropas argelinas que cercavam o local agiram quando os extremistas tentavam levar os reféns de um local para outro dentro da refinaria. De acordo com a agência AP, o Exército realizou um ataque aéreo usando helicópteros.

A ação do Exército argelino foi confirmada por um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Grã-Bretanha. "As autoridades argelinas confirmaram que há uma operação em andamento". O ministro de Comunicações da Argélia, Mohamed Said, confirmou que reféns morreram na ação, mas não citou números. 

A rede CNN afirmou que quatro reféns estrangeiros foram libertados. Um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Irlanda confirmou que um refém irlandês já está livre. "Ele está em contato com a família. Nós entendemos que ele está salvo e passa bem. Não é mais um refém."

Mais cedo, dezenas de reféns conseguiram fugir do local. O jornal New York Times afirmou, citando um jornal argelino e um oficial local, que 50 reféns, entre eles 10 estrangeiros, conseguiram fugir da refinaria. Agências de notícias citam números menores.

Motivação

O sequestro começou como represália à intervenção das Forças Armadas francesas no Mali e à permissão dada pela Argélia para que a França use o espaço aéreo do país para bombardear o território do vizinho africano.

Os terroristas, ligados à Al-Qaeda, entraram no local quarta-feira e exigiam saída livre da refinaria e a garantia de um corredor para chegarem ao território malinês.

Com informações da Reuters e AP

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