Expansão de colônias é retomada na Cisjordânia com fim de moratória

Netanyahu pede que palestinos não deixem negociações de paz mesmo com construções

estadão.com.br

27 de setembro de 2010 | 08h17

 

JERUSALÉM - A construção de novas casas foi retomada no assentamento judaico de Ariel, na Cisjordânia, nesta segunda-feira, 27, dia em que expirou a moratória do governo israelense que interrompeu a expansão das colônias durante 10 meses, informa o jornal Haaretz.

 

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A retomada da construção de novas casas também ocorre nos assentamentos de Ravava, Yakir e Kochav a Hashachar, onde tratores e operários já trabalham. Os colonos tem planos para construir até 2 mil casas na Cisjordânia. Destas, cerca de 600 precisam que o projeto seja revisado e devem ser concluídas nos próximos meses.

 

Segundo o Haaretz, as construções devem ser retomadas na terça-feira nos assentamentos de Shavei Shomron, Adam, Oranit, Sha'arei Tikva, Kedumim e Karmei Tzur. Posteriormente, a colônia de Beit Hagai também será ampliada.

 

A construção de assentamentos é vista como um enclave nas negociações diretas de paz recém retomadas entre palestinos e israelenses. O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, disse várias vezes que poderia deixar o diálogo caso Israel retomasse a expansão das colônias.

 

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, por sua vez, pediu no domingo que os palestinos não deixem as conversas. "O governo de Israel está pronto para continuar os contatos com os palestinos nos próximos dias para encontrar um modo de avançar com as negociações", disse o premiê.

 

Nesta segunda, autoridades israelenses, palestinas e dos EUA, que media as negociações, continuam a conversar para evitar que o diálogo termine sem uma solução. De acordo com o jornal, Netanyahu conversou ao menos duas vezes com a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton.

 

Netanyahu, que enfrentava pressões dos seus colegas de partido e da coalizão de direita para acabar com a moratória, também falou com o presidente do Egito, Hsni Mubarak, e com o rei Abdullah II da Jordânia, assegurando que Israel estava fazendo o possível para manter as negociações.

 

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"Peço ao presidente Abbas que continue no nosso diálogo que apenas começou, com o objetivo de chegar a um acordo histórico entre nossas nações", disse o premiê. "Espero que ele permaneça e continue ao meu lado no caminho para a paz", disse.

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