Morte de Jojoy é 'o golpe mais duro já sofrido pelas Farc', diz Santos

Número dois da guerrilha, considerado o 'símbolo do terror' pelo presidente, foi morto pelo Exército

estadão.com.br

23 de setembro de 2010 | 14h47

NOVA YORK - A morte do chefe militar das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), número dois na hierarquia da guerrilha, é "o golpe mais contundente" que os rebeldes já receberam em tida a sua história, declarou nesta quinta-feira, 23, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos. As informações são da agência de notícias AFP.

 

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"O símbolo do terror na Colômbia foi derrubado", disse o presidente à imprensa em Nova York, onde se encontra para a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

Mono Jojoy, cujo nome real era Víctor Julio Suárez Rojas, estava vinculado às Farc desde 1975, foi morto em uma operação no departamento de Meta, no centro do país. Ele ingressou na guerrilha como combatente e cresceu hierarquicamente, chegando ao Secretariado Geral. Ele nasceu em 1953 na cidade de Cabrera, no departamento de Cundinamarca.

 

Além de chefe militar da guerrilha, Jojoy era líder da "linha dura" da organização. Seu irmão, German Briceño, conhecido como Grannobles, também pertence à guerrilha, mas opera no nordeste do país. O governo oferecia uma recompensa milionária pela captura de Jojoy, que era acusado de terrorismo e narcotráfico. Ele enfrentava diversos mandatos de apreensão e um pedido de extradição.

 

"Tínhamos anunciado ante esse ataques terroristas que haviam acontecido nos últimos dias que haveria uma Operação Boas Vindas, e esta é a Operação Boas Vindas contra as Farc", disse Santos, que foi ministro da Defesa antes de assumir a presidência e foi um dos responsáveis pela política de tolerância zero contra a guerrilha nos últimos anos.

 

Santos explicou que 30 aviões e 26 helicópteros participara da operação, realizada em conjunto pelo Exército e pela Polícia. "O planejamento dessa operação terminou no fim da semana passada e antes de vir para Nova York, me reuni com o ministro da Defesa, comandantes militares e autorizei sua execução", revelou o mandatário, acrescentando que a Colômbia "vai atrás" dos outros membros das Farc.

 

Em março de 2008, o Exército matou o segundo no comando da guerrilha, Raúl Reyes, em um ataque em território equatoriano. Para Santos, a morte de Jojoy "é ainda mais importante que a de Reyes, porque o primeiro é o símbolo do terror que tanto prejudicou o país".

 

Segundo o Ministério da Defesa, as Farc lutam contra o governo de Bogotá há 46 anos e atualmente contam com 8 mil combatentes.

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