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Obama diz que Al-Qaeda planeja novo ataque aos EUA

Presidente americano promete desbaratar rede e cobra resultados do Paquistão no combate ao terrorismo

AP,

27 de março de 2009 | 11h08

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta sexta-feira, 27,   que a situação no Afeganistão estava "cada vez mais perigosa" e que a rede terrrorista Al-Qaeda planeja um novo ataque aos EUA."Várias estimativas de inteligência alertaram que a Al-Qaeda está ativamente planejando atacar o território dos Estados Unidos a partir de seu porto seguro no Paquistão", disse Obama.

 

O presidente prometeu, durante anúncio de envio de 4 mil tropas ao país, que fará todo o possível para desbaratar, derrotar e desmantelar a Al-Qaeda e o Taleban. Ele também pressionou o Paquistão por uma postura mais ativa no combate a terroristas que agem na fronteira entre os dois países. "Quero que o povo americano entenda que nossa meta é clara: desmontar e derrotar a Al-Qaeda no Afeganistão e no Paquistão e evitar que eles voltem a estes países no futuro",afirmou.

 

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O presidente disse que o Paquistão necessita da ajuda americana para conter a influência do Taleban e da Al-Qaeda na região fronteiriça com o Afeganistão, foco da insurgência contra as tropas dos EUA e da Otan. Mas se o governo paquistanês não agir, alertou, os EUA o farão.

 

"Se o governo afegão for derrotado pelo Taleban e não enfrentar a Al-Qaeda, o país se converterá em uma base para os terroristas que querem nos matar", disse o presidente. "A segurança do mundo está em risco".

 

A nova estratégia inclui o envio de mais 4 mil homens ao Afeganistão para o treinamento de forças de segurança afegãs. Elas se juntam aos 17 mil soldados de combate já enviados logo após a transição de governo americana.

 

A estratégia ainda inclui metas impostas pelo governo americano para a concessão de verbas aos dois países e o envolvimento de potências vizinhas geopoliticamente distantes dos EUA, como Rússia e China, além do Irã.

 

Embora metas específicas ainda estejam sendo planejadas, oficiais dizem que os EUA devem cobrar resultados concretos da contra corrupção e o tráfico de drogas no Afeganistão, além de uma divisão de poder que contemple zonas tribais.

 

No caso paquistanês, membros do governo temem que o retorno de resultados deve ser um tema mais espinhoso. Durante o governo de George W. Bush, o país recebeu milhões de dólares em ajuda para o contraterrorismo, mas o serviço secreto paquistanês não informou onde e como era aplicado o dinheiro.

 

"Nossa causa não pode ser mais justa. E aos terroristas, minha mensagem é 'iremos derrotá-lo'", concluiu o presidente.

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