ONU recomenda a Israel que retire colonos da Cisjordânia

Assentamentos violam Convenção de Genebra, que proíbe transferência de civis para áreas ocupadas

Reuters

31 de janeiro de 2013 | 09h36

GENEBRA - Investigadores de direitos humanos da ONU recomendaram na quinta-feira a Israel que paralise a ampliação dos seus assentamentos na Cisjordânia ocupada e retire todos os colonos judeus de lá.

"Israel deve, em cumprimento do artigo 49 da Quarta Convenção de Genebra, cessar todas as atividades colonizadoras, sem pré-condições. Deve imediatamente iniciar um processo de retirar de todos os colonos dos TPO (territórios palestinos ocupados)", diz um relatório da investigação comandada pela juíza francesa Christine Chanet.

Os assentamentos violam as Convenções de Genebra, de 1949, que proíbem a transferência de populações civis para territórios ocupados, o que pode equivaler a crimes de guerra, podendo recair portanto sob a jurisdição do Tribunal Penal Internacional (TPI), disse o texto.

Em carta enviada em dezembro à ONU, os palestinos acusaram Israel de planejar mais "crimes de guerra" com a ampliação dos assentamentos judaicos, depois de a Palestina receber reconhecimento extraoficial da ONU.

Israel não cooperou com a investigação encomendada em março de 2012 pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, por considerar que o país é discriminado nesse fórum. Além disso, o Estado diz que sua política colonizadora é justificada por suas ligações bíblicas e históricas com a Cisjordânia.

Os investigadores entrevistaram mais de 50 pessoas que foram em novembro à Jordânia para depor sobre confiscos de terras, sobre danos às suas fontes de subsistência, incluindo olivais, e sobre a violência dos colonos judeus, segundo o relatório.

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