Tara Todras-Whitehill/AP
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Palestinos condenam decisão israelense de acelerar construções na Cisjordânia

RAMALLAH - O porta-voz do presidente palestino Mahmoud Abbas condenou nesta terça-feira, 1, o governo de Israel após o anúncio sobre a construção de mais 2 mil moradias em assentamentos judaicos em territórios ocupados e o congelamento do repasse de impostos à Autoridade Palestina, medidas tomadas com o objetivo de punir a filiação palestina à Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

AE, Agência Estado

01 de novembro de 2011 | 18h36

 

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"A decisão israelense de acelerar a construção de assentamentos com a construção de mais 2 mil novas moradias é a decisão israelense de acelerar a destruição do processo de paz", disse o porta-voz Nabil Abu Rudeina à France Presse. "E o congelamento dos recursos é um roubo do dinheiro do povo palestino", acrescentou ele.

 

As declarações foram feitas pouco depois de um funcionário israelense ter informado que o governo de Israel planejava construir as novas moradias em Jerusalém Oriental e nos assentamentos de Maale Adumim e Gush Etzion, na Cisjordânia, como medida punitiva pela filiação palestina à Unesco como membro pleno da agência.

 

A decisão foi tomada durante uma reunião do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e oito de seus ministros, um dia depois de os palestinos terem sido aceitos na Unesco, informou a rádio pública de Israel. Em comunicado, Netanyahu disse que as novas construções incluem assentamentos perto de Jerusalém, que ele acredita serão parte de Israel após um acordo de paz.

 

Os palestinos querem Jerusalém Oriental como a capital de seu futuro Estado e se opõem aos projetos habitacionais no local. Os palestinos também exigem o fim de todas as construções de assentamentos israelenses em territórios ocupados antes da retomada das negociações de paz, mas Israel rejeita qualquer precondição para as conversações.

 

As informações são da Associated Press e da Dow Jones

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