UE considera congelar ajuda financeira de Honduras

Europeus decidirão medida nos próximos dias, dando mais tempo para as negociações para encerrar crise

Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo,

10 de julho de 2009 | 14h48

A União Europa considera congelar sua ajuda financeira à Honduras, mas apenas tomará uma decisão em alguns dias, dando mais uma oportunidade para que as negociações entre o presidente deposto, Manuel Zelaya, e Roberto Micheletti, que assumiu após o golpe, possam dar algum resultado.

 

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Nesta sexta-feira, 10, o Comitê Político e de Segurança da UE se reuniu em Bruxelas e o tema do golpe em Honduras foi alvo dos debates. Uma nova reunião está na marcada para ocorrer na próxima quinta-feira em Bruxelas para que uma decisão seja tomada. Pelos planos europeus, entre 2007 e 2013 uma ajuda financeira de 223 milhões de euros está prevista para ser enviada para Honduras em projetos de combate à pobreza, meio ambiente e desenvolvimento.

 

"Congelar esses recursos é algo que está sendo estudado", afirmou ao Estado uma assessora de imprensa da Comissão Europeia, por telefone de Bruxelas. Os recursos que seriam alvo do embargo são aqueles que a UE envia diretamente ao governo de Honduras para que conduza os projetos. Outra possibilidade que se discute é que o dinheiro seja recanalizado para entidades não-governamentais que atuam no país.

 

A medida em estudo não é apenas uma ameaça. A UE conta que já tomou a mesma medida com relação à Nicarágua em 2008. Até hoje, os fundos não voltaram a ser dados ao país centro-americano. A UE também anuncia que, se eleições antecipadas forem convocadas, defenderá que Bruxelas envie uma missão de observadores para garantir um resultado "justo e transparente".

 

Os europeus ainda fizeram questão de dar um "apoio total" aos esforços de mediação do presidente da Costa Rica e Prêmio Nobel da Paz, Oscar Arias. Bruxelas acredita que não será em apenas uma reunião que uma solução será encontrada. "O processo ainda está mantido e não foi desfeito", afirmou. Os esforços dos europeus é o de garantir ainda de que não haja um confronto aberto entre o governo de fato e os simpatizantes de Zelaya.

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