Para Serra, PT atua com 'fascismo' para destruir adversários

Tucano acusa petistas de fazerem campanhas de desqualificação de seus oponentes na internet

Bruno Boghossian, do estadão.com.br,

23 de abril de 2012 | 23h41

SÃO PAULO - O pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, adotou um discurso de polarização com o PT e afirmou que o partido "atua para destruir adversários". Sem se referir especificamente a seu rival na disputa da capital paulista, o petista Fernando Haddad, Serra classificou essa conduta como "fascismo".

"Nós fazemos política verdadeira. Tem disputas, tem diferenças, tem convergências e divergências. Mas nós respeitamos os adversários. Não atuamos para destruir ninguém, e isso é fascismo: a destruição e a desqualificação dos adversários", disse Serra durante a formalização do apoio do PSDB ao candidato do PPS à prefeitura de São Bernardo do Campo, Alex Manente. "Infelizmente, no nosso País, o partido principal, que é o partido que está no poder federal, é um partido que atua para destruir os adversários. Destruição não é fazer política."

Para o tucano, os petistas fazem campanhas de desqualificação de seus oponentes na internet, por exemplo. Ele afirma que o PSDB e o PPS representam parte da "resistência".

"Nós temos uma luta comum, PSDB e PPS. São partidos que defendem a liberdade de organização, de palavra e de imprensa", disse.

Serra estendeu as críticas ao governo federal à economia: reafirmou que o Brasil sofre um processo de desindustrialização e que o País está submetido "a uma administração de natureza publicitária".

"Esses problemas provavelmente não serão debatidos na eleição municipal, mas estarão presentes como pano de fundo", afirmou.

O tucano prometeu participar da campanha de Alex Manente em São Bernardo do Campo "no dia que precisar". O principal adversário da chapa PPS-PSDB na disputa é o atual prefeito Luiz Marinho (PT).

Na capital, o PSDB tentou conquistar o apoio do PPS a Serra, mas o partido mantém a pré-candidatura de Soninha Francine. "É uma relação amistosa na capital. Claro que a gente gostaria (de receber o apoio), mas o PPS tem autonomia e terá sempre minha compreensão e respeito."

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