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7 min de leitura

Eleição na Argentina

A cruz ou a caldeirinha

Pobres hermanos argentinos, estavam entre a cruz e a caldeirinha nesta eleição. Com a vitória de Javier Milei, venceu a cruz – ou a caldeirinha?

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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Desastre econômico

O desastre econômico argentino, sob o comando do ministro Sergio Massa, não poderia indicar outro resultado para as eleições. Massa como candidato à presidência era a negação de si mesmo: com as culpas que carrega pelo caos econômico, poderia prometer o quê? De meras promessas vivemos nós, aqui.

Paulo T. J. Santos

ptjsantos@yahoo.com.br

São Paulo

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A agenda de Haddad

A vitória de Milei na Argentina deveria fazer o governo Lula refletir sobre suas atuais preocupações. Parafraseando o versículo bíblico, “o que adianta ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”. Lula tem buscado colocar-se como player global na tentativa de resolver os conflitos entre Rússia e Ucrânia e, agora, entre Israel e Hamas, mas o presidente deveria, antes, empenhar-se na agenda econômica de seu ministro Fernando Haddad. Do contrário, em 2026 o PT pode ver-se descendo a rampa do Planalto derrotado para um nome de direita ou extrema direita, por não ter feito a lição de casa.

Calebe H. Bernardes de Souza

calebebernardes@gmail.com

Mogi das Cruzes

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Resiliência

Os EUA sobreviveram a Donald Trump e ao 6 de Janeiro. O Brasil sobreviveu a Jair Bolsonaro e ao 8 de Janeiro. Como a Argentina sobreviverá a Javier Milei e seus delírios anarcocapitalistas, sem maioria no Congresso?

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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O PT e a imprensa

Nada mudou

É muito claro, para mim, que em termos de populismo, ignorância, fanatismo, interesses e autoritarismo, a direita e a esquerda brasileiras, nos seus principais e atuais expoentes, são faces exatas da mesma moeda – prejudiciais ao País, diga-se. Cada um a seu modo, buscando eliminar o adversário, sobrevivendo pelo confronto. Ao escrever Ataque à imprensa (Estadão, 19/11, A11), J. R. Guzzo desenvolve um texto alusivo a Lula e o PT no poder, mas serve também, e perfeitamente, ao governo anterior, na lógica e nos métodos, quando a imprensa foi vilipendiada e grosseiramente destratada.

Luiz A. Bernardi

luizbernardi.gestao@gmail.com

São Paulo

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Ambiente

Emergência climática

Muito oportuno o artigo Ambientalismo será norma?, de Jorge Caldeira (Estadão, 19/11, A4). O planeta já tem mostrado o que nos espera se continuarmos empurrando com a barriga a emergência climática. Um exemplo entre nós é o projeto do presidente Lula de acabar com o desmatamento da Amazônia até 2030. Ora, a realidade é outra. Ao que tudo indica, não temos mais esse tempo. Apliquem-se as leis já existentes e cadeia para os desmatadores. Como aponta o articulista, o exemplo sueco é o que os governos deveriam fazer: “O governo sueco emitiu uma determinação. Por ela, carros com motor a combustão serão proibidos de circular nas cidades do país a partir de 2025″. É o correto, diferente de chutar para 2030 o desmatamento zero na Amazônia.

Gilberto Pacini

pacini0253@gmail.com

São Paulo

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Brasil dos privilégios

Os novos patrícios

Como os patrícios na sociedade romana antiga, os Poderes da República no Brasil são harmônicos em manter e criar privilégios, trabalhando para si, em detrimento da plebe desamparada. Distorcendo a clássica definição de democracia, os novos patrícios determinam que todo poder emana dos patrícios e em seu nome será exercido. Fundos eleitorais lhes garantem a permanência no poder; trocas de favores evitam os criticismos entre os Poderes; altos salários, poucos dias de trabalho, vantagens e posições públicas para os patrícios descendentes de ou apadrinhados por patrícios aumentam a distância social e econômica entre eles e a plebe. A política do clientelismo, que também existia na sociedade romana antiga, é recriada e aumentada com profissionalismo na sociedade brasileira. É de concluir que os novos patrícios brasileiros são exímios conhecedores da história antiga da humanidade.

Waldemar Mussi

wmussi437@gmail.com

São Paulo

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ELEIÇÕES NA ARGENTINA

Marqueteiros petistas não conseguiram eleger Sergio Massa. Quando a inflação atinge mais de 140%, a pobreza assola a maioria da população, a violência explode e todos percebem o quanto os corruptos estão roubando. Nem o melhor marketing político do continente consegue fazer milagres. Um dos problemas pode ter sido que falar sobre esses assuntos não foi considerado proibido e classificado como fake news na Argentina. Talvez seja por isso.

Jorge Alberto Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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MILEI ELEITO

Curiosamente, a extrema-direita venceu na Argentina, apesar das fraudes cantadas pelo eleito. Assim caminha a parole direitista, ancorada na democracia. Boa sorte, hermanos!

Marcos Kostiw

marcoskostiw78@gmail.com

São Paulo

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PERONISMO

Acordei hoje com a alvissareira notícia de que nossos irmãos argentinos resolveram se livrar, por uns tempos ao menos, do atraso representado pelo peronismo. Infelizmente nós, brasileiros, ainda teremos que permanecer, por uns tempos ao menos, no “clube do atraso e da mediocridade”, representado pelo PT, nosso Peronismo, esse cancro da nossa política. Mas Deus é grande, havemos de acordar.

José Roberto dos Santos Vieira

jrdsvieira@gmail.com

São Paulo

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VOTO IMPRESSO NA ARGENTINA

A Argentina deu uma lição de democracia: elegeu um candidato “fora da curva”, sem manifestações agressivas, dentro da lei e da ordem. Surpreendente, com a rapidez e eficiência do voto impresso (auditável). Temos muito a aprender com nossos hermanos.

Roberto Solano

robertossolano@gmail.com

Rio de Janeiro

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REZE POR MIM, ARGENTINA

A eleição do candidato ultradireitista Javier Milei na Argentina deixa uma impressionante situação de como tal referida liderança política vai se comportar quando começar a exercer o poder na República portenha, que vive hoje uma crise econômica com inflação de 140% ao ano. Como fala uma célebre canção: “reze por mim, Argentina”. É o que grande parte da população daquele País está pensando nesse momento.

José de Anchieta Nobre de Almeida

josenobredalmeida@gmail.com

Rio de Janeiro

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URNA ELETRÔNICA

Pergunta à qual as diversas respostas emitidas por quem se encontra envolvido com o nosso método de apuração eleitoral raramente fazem amplo sentido: por que os hermanos não adotam as nossas revolucionárias urnas eletrônicas ou similares nos seus pleitos de escolha? Em relação à presente votação ocorrida no País vizinho, chegam a ser perturbadoras para nós as cenas registradas pela mídia, de argentinos ilustres votando em papel depositado nos velhos modelos de “caixotinhos” dotados com fenda. Aliás, em quase todos os flagrantes de votação registrados em várias partes do mundo, os nossos acariciados dispositivos automáticos, frequentemente cantados como inovadores, nunca foram vistos em funcionamento. Será que boa parte do planeta democrático considera que podem estar sujeitos a erros ou interferências e, portanto, prefere adotar a contagem primitiva, a despeito das possíveis incorreções? Somente curiosidade.

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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LULA E AS ELEIÇÕES ARGENTINAS

Lula da Silva é mal educado, deselegante ou mal assessorado. Ou tudo ao mesmo tempo. Parabenizou as “instituições argentinas pela condução do processo eleitoral”, mas não citou o nome de Javier Milei, o candidato vitorioso. Lula quis mandar na Argentina, mandou seus marqueteiros para lá e agora perdeu a oportunidade de mandar uma mensagem altiva, de quem sabe reconhecer a sua derrota particular. Lula não sabe perder. Não é de hoje. Muitos chamam Milei de maluco, tomara que seja “maluco beleza”, como dizia Raul Seixas. Los hermanos precisam e merecem sair do buraco onde estão metidos.

Luiz Gonzaga Tressoldi Saraiva

lgtsaraiva@gmail.com

Salvador

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LULA X CENTRÃO

A cada votação no Congresso, Lula entrega um pedaço do governo para o Centrão. Agora, que as “bets” foram regulamentadas, finalmente poderemos apostar: “quando Arthur Lira irá sentar na cadeira do presidente?” Acho que não vai demorar.

Renato Maia

casaviaterra@hotmail.com

Prados (MG)

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ESTADISTA DE ARAQUE

O presidente Lula se considera um “estadista” de mão cheia, só que não. Mesmo dizendo que resolveria a guerra da Rússia e Ucrânia tomando cerveja num bar, e de Israel e Hamas com seus soberbos conselhos, nada conseguiu, pois ninguém dá importância às suas palavras de acordo de paz pelo mundo. Na verdade, o demiurgo foi eleito para resolver os problemas de segurança aqui no País, mas, até agora, pouca importância deu. Seu interesse é mostrar ao mundo que ele não é corrupto e, assim, reescrever seu passado sofrível. Lula, permaneça dentro das quatro linhas da sua competência para governar o Brasil, afinal, você não foi eleito para solucionar problemas de outros países que, aliás, não lhe dão a mínima.

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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VISITA NO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA

É incompreensível a revolta petista contra o Estadão por causa da reportagem sobre a presença da “dama do tráfico amazonense” em reunião no Ministério da Justiça. Em nenhum momento li qualquer acusação ao ministro da Justiça. A culpa que cabe a ele no episódio foi por não demitir, de imediato, os subalternos por causa da lambança, pelo descuido que fosse, para acabar de vez com a falação. Mas não, fica o governo quase que dizendo ser a reportagem pura fake news, mesmo com as fotos estampadas nos jornais e os registros de presença.

Paulo T. J. Santos

ptjsantos@yahoo.com.br

São Paulo

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REPORTAGEM DO ESTADÃO

Não seria o caso do ministro Alexandre de Moraes incluir os senhores Flávio Dino, Felipe Neto, Gleisi Hoffmann e a Revista Fórum no inquérito das fake news pela propagação de inverdades contra a jornalista e mulher Andreza Matais? Pau que dá em Chico dá em Francisco.

Vital Romaneli Penha

vitalromaneli@gmail.com

Jacareí

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HAMAS E A PAZ

O Hamas não aceita a paz, porque seu lema é aterrorizar. A sua destruição total será o encontro desejado com a paz? Eis que a regra do terrorismo é nunca ter ou procurar a paz. Israel sabe muito bem disso, e o que fará? É o que está fazendo!

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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TRAGÉDIA NO ENGENHÃO

O absurdo de se cobrar R$ 20 por uma garrafinha de água no show do Engenhão é uma das causas da tragédia da morte de uma fã. O prefeito do Rio de Janeiro, sempre preocupado com a divulgação de sua gestão medíocre, deixa sem proteção os cidadãos ao sabor do vento. Essas atitudes são recorrentes com esse político, haja vista as mortes que ocorreram por ocasião da queda da ciclovia na Avenida Niemeyer. A culpa é sempre do clima: tempestade ou excesso de calor. Ora, o povo é um pobre coitado que se sujeita às sandices dos políticos demagogos.

Mário Negrão Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Petrópolis (RJ)

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PARQUE DA ÁGUA BRANCA

Triste notícia que não surpreende, já que a entrega de locais icônicos por seu histórico cultural a empresas que apenas conseguem enxergar o lucro já se tornou rotina em nossa cidade. Neste caso fica claro, mais uma vez, o total desconhecimento desse parque, seu passado e suas memórias guardadas com respeito e carinho por seus frequentadores, sem falar nos maus tratos às aves, agora confinadas.

Vera Bertolucci

veravailati@uol.com.br

São Paulo

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QUEIMADAS E DESMATAMENTO

No primeiro ano do anterior governo Lula, sendo Marina Silva ministra do Meio Ambiente, a área devastada na Amazônia foi de 25,3 mil quilômetros e, no ano seguinte, 27,7 quilômetros. Advertindo o que iria acontecer, acertei! Agora, em menos de um ano, o Pantanal triplicou as queimadas comparadas ao ano anterior, e, na Amazônia, o desmatamento e queimadas foram superiores. O campeão do desmatamento só exige verbas da Europa e dos Estados Unidos, para gáudio das ONGs.

Elias Nogueira Saade

elias.saade@yahoo.com.br

São Paulo