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Paladar testou

Qual a melhor colomba pascal de 2025?

Time de especialistas testou às cegas 13 marcas, entre artesanais e industrializadas, para eleger as melhores da temporada; confira o ranking

DEGUSTAÇÃO COLOMBA. Foto: Daniel Teixeira/EstadãoFoto: Daniel Teixeira/Estadão

Elas podem não ser as protagonistas da Páscoa por aqui, mas as colombas têm, sim, uma legião de fãs, que aguardam ansiosamente a chegada dessa época do ano para se deliciar com esse pão doce de massa leve e úmida, com aquela crostinha característica, que agrega sabor e crocância ao conjunto – e a prova disso é que cada vez mais padarias artesanais têm investido na sua fabricação.

Diante dessa oferta, que só aumenta ano a ano, o Paladar realizou, pela segunda vez consecutiva, a degustação de colombas pascais para eleger as melhores amostras da temporada. Em 2025, 13 marcas foram colocadas à prova de um júri de peso, formado pela influenciadora Ana Carolina Varandas, pelo chef e pastaio Joey Lim, da Shihoma Deli, a padeira Hanny Guimarães, da Lida, a confeiteira Luiza Lazer, da Lu Lafer Doces, o chef Mário Santiago, do restaurante Lena, que deve abrir em breve em Pinheiros, e a padeira Taís Gomes, da Nina Farina.

O júri: Ana Carolina Varandas, Luiza Lafer, Taís Gomes, Hanny Guimarães, Mário Santiago, Joey Lim. Foto: Daniel Teixeira/Estadão

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Colombas de frutas, fossem elas artesanais ou industrializadas, entraram na seleção. O recheio até poderia ter o completamento de chocolate (amargo, ao leite ou branco), desde que ele fosse em gotas. Receitas recheadas ou cobertas com creme ficaram de fora.

Como foi realizado o teste?

Como em todas as provas realizadas pelo Paladar, a reportagem fez um levantamento das marcas disponíveis no mercado e, nos dias anteriores ao teste, as amostras foram adquiridas. Como, desta vez, o teste foi realizado muito antes das colombas chegarem no mercado, excepcionalmente, encomendamos os produtos diretamente com algumas marcas, ou seja, elas sabiam que suas colombas seriam submetidas a um teste, mas o júri não tinha conhecimento de quais marcas fariam parte da seleção. Lembrando que o Paladar Testou é uma iniciativa 100% editorial.

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Para garantir o “anonimato” das colombas pascais, elas foram tiradas de suas respectivas embalagens antes de irem parar na grande mesa de degustação, onde foram identificadas apenas por números.

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As três melhores colombas de 2025

CASA SANTA LUZIA

“Surpreendente na leveza, sabor e beleza”, definiu um jurado. “A massa [cravejada de laranjas confitadas] é uma nuvem que derrete na boca”, cravou outro. “Melhor do dia, compraria para a minha mãe”, complementou outro membro do júri. E para não deixar dúvidas: “onze de dez!”. Precisa dizer mais alguma coisa sobre a colomba que arrematou o Selo Ouro nessa degustação do Paladar? – R$ 190; 680g

Colomba da Casa Santa Luzia arrematou o Selo Ouro da degustação anual do Paladar. Foto: Daniel Teixeira/Estadão

OLI PANE

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“Elegante”, “o clássico muito bem feito” e “dá vontade de comer mais e mais” foram alguns dos elogios rasgados pelos jurados para essa colomba, que conquistou o Selo Prata nesta degustação do Paladar. E não à toa: ela entregou uma massa leve, naturalmente aromática, saborosa, equilibrada no açúcar e uma crostinha no topo de dar inveja – R$ 109; 600g

Colomba da Oli Pane arrematou o Selo Prata na degustação anual do Paladar. Foto: Daniel Teixeira/Estad

LE BLÉ

Por fora, uma bela colomba de topo alto, cravejado com pérolas de açúcar. Por dentro, a expectativa (que era muito alta!) é satisfeita: massa leve, úmida, cheia de alvéolos, sabor amanteigado com um tiquinho de acidez e com frutas de boa qualidade bem distribuídas. “Está de parabéns”, afirmou um jurado (R$ 119; 550g)

Colomba da Le Blé arrematou o Selo Bronze na degustação anual do Paladar. Foto: DanielTeixeira/Estadão

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As 13 marcas, na avaliação do júri, listadas em ordem alfabética

Trezes marcas de colombas pascais, artesanais e industrializadas, foram testadas às cegas. Foto: Daniel Teixeira/Estadão
Bauducco

Triste ver que a marca que popularizou a colomba pascal por aqui não foi nada bem no teste. Com massa pesada, pobre em frutas, com sabor e aroma artificiais, a amostra desagradou o júri. “E ainda tem um retrogosto amargo”, reclamou um jurado – R$ 23,99; 400g

Casa Santa Luzia

“Surpreendente na leveza, sabor e beleza”, definiu um jurado. “A massa [cravejada de laranjas confitadas] é uma nuvem que derrete na boca”, cravou outro. “Melhor do dia, compraria para a minha mãe”, complementou outro membro do júri. E para não deixar dúvidas: “onze de dez!”. Precisa dizer mais alguma coisa sobre a colomba que arrematou o Selo Ouro nessa degustação do Paladar? – R$ 190; 680g

Casarìa

A massa úmida e leve, muito elogiada pelos jurados, foi prejudicada pelas frutas cristalizadas (limão-siciliano, laranja, cidra e cereja), que “poderiam ter mais qualidade”. Um leve retrogosto artificial também tirou pontos da colomba Macedônia – R$ 125; 500g

Confeitaria Dama

Uma colomba vistosa – o topo alto, cravejado de amêndoas e pérolas de açúcar, chamou a atenção dos jurados – e naturalmente aromática. Mas, na boca, acabou decepcionando por conta da massa mais densa e um tanto seca, e pelo sabor das frutas (damasco italiano, uvas passas brancas e cranberry) – R$ 138,60; 500g

Fabrique

A massa pesada, seca, sem aroma e enjoativa tirou essa amostra do páreo – R$ 145; 700g

Le Blé

Por fora, uma bela colomba de topo alto, cravejado com pérolas de açúcar. Por dentro, a expectativa (que era muito alta!) foi satisfeita: massa leve, úmida, cheia de alvéolos, sabor amanteigado com um tiquinho de acidez e frutas de boa qualidade bem distribuídas. “Está de parabéns”, afirmou um jurado. Por conta disso tudo (e mais um pouco), a amostra conquistou o Selo Bronze na degustação do Paladar – R$ 119; 550g

Leveda & MBee

Não fosse a textura densa da massa, “que mais parece a de um bolo”, essa colomba, que é aromatizada com mel de abelha jataí, limão-siciliano e baunilha, teria se saído melhor nessa degustação, já que o aroma e o sabor da amostra foram elogiados pelos jurados. Destaque para os figos embebidos no mesmo mel nativo, que trouxeram um toque especial ao conjunto – R$ 160; 500g

Mediterrain

A massa macia e amanteigada, que lembra um brioche, é cravejada de laranjas confitadas e uvas passas. Mas parece que algo deu errado no preparo dessa colomba, que entregou um sabor amargo e estranhamente salgado – R$ 89; 550g

Na Fila do Pão

A ousadia na escolha das frutas – morango, abacaxi, cupuaçu, cranberry e passas – conquistou os jurados. Além disso, a colomba dessa padaria artesanal ainda estava bonita, bem assada, equilibrada e saborosa – sem falar na crostinha crocante. Perdeu pontos por um pequeno deslize: o interior da colomba estava um pouco seco – R$ 98; 550g

Oli Pane

“Elegante”, “o clássico muito bem feito” e “dá vontade de comer mais e mais” foram alguns dos elogios rasgados pelos jurados para essa colomba, que conquistou o Selo Prata nesta degustação do Paladar. E não à toa: ela entregou uma massa leve, naturalmente aromática, saborosa, equilibrada no açúcar e uma crostinha no topo de dar inveja – R$ 109; 600g

PAC

Foi por pouco que a colomba dessa padaria artesanal, com massa cravejada de figos, damasco, amêndoas e chocolate branco, não entrou no pódio. Os jurados não economizaram elogios: naturalmente aromática, macia, doce na medida e “com frutas grandes e chiques”. Só perdeu uns pontinhos por ter passado um tiquinho a mais no forno – R$ 135; 700g

Tre Bimbi

A massa macia, úmida e equilibrada, e a combinação infalível do cupuaçu com chocolate, conquistou os jurados. “É uma boa colomba, mas falta algo para ser incrível”, definiu um jurado – R$ 135; 600g

Visconti

O visual desprovido de qualquer capricho entrega o que de fato é essa colomba: pesada, enjoativa, com sabor artificial, “que gruda na boca” e retrogosto amargo – R$ 18;49; 360g

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