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Opinião|A empresa lembra que é feita de pessoas, e pessoas são feitas de sonhos

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convidado
Por Cassio Grinberg
Cassio Grinberg. Foto: Arquivo pessoal

A empresa está parada e, em tempos hipervelozes, é como se estivesse sendo puxada para trás. Ela pensa sem parar, sem parar para pensar que é preciso parar de pensar, e recomeçar.

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Mas cada movimento que ela faz, tem um peso extra: se ela tivesse olhos, eles arderiam como se entrasse areia. Ela sabe que precisa mudar de estado, mas não acredita, em nenhum momento, que é minimamente capaz disso. E então o tempo passa, e coloca mais pedras, que não são bonitas, e pesam um bocado.

Só que a empresa lembra que é feita de pessoas, e pessoas são feitas de sonhos. Seus músculos vão respondendo, um equilíbrio raia surgindo, ela está pronta para recomeçar. A empresa -- simplesmente por não ter conseguido fazer diferente (porque no final das contas, é mesmo assim) -- perdeu um tempo precioso. Um tempo preciso, mensurável, e no entanto ela precisa focar no futuro: empresas são feitas de futuro.

Na busca do novo caminho, tudo que vêm à mente é que é impossível abrir mão do passado. Um investimento foi feito, uma estratégia foi traçada, é preciso dar tempo, é preciso esperar. Algo vai acontecer (e, na verdade, nada acontece). Examinamos com o erro do espelho, que só nos mostra nossos próprios olhos cansados, que só nos mostra o que está atrás de nós.

Se a empresa quebra o espelho, tem 7 anos de sorte: se despede dos ensinamentos de manual e sabe que o que terá que ser aprendido, só ocorrerá se antes algo for desaprendido. E o que terá que ser reinventado, só acontecerá se, antes, algo foi desinventado.

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Essa é uma história de empresas que desinventaram antes que fosse tarde demais, uma história que eu conto nos vídeos por QR Codes do meu novo livro Desinvente, de dentro de lojas da Target, da Gap, da Best Buy, perto de prateleiras da Gatorade. Sentado numa mesa da Chicken Salad Chick. E que pode também ser a história de sua empresa e -- por que não? -- de sua vida.

Quando uma única pessoa, quase sempre é assim, coloca a bola embaixo do braço e diz: minha vez. Ela salta, do estágio da ideia direto para o estágio da ação, pulando os obstáculos das aprovações, dos conselhos e dos processos. E a bola, de repente, já saiu a caminho da rede, com o goleiro pulando para o lado contrário. Vai ser assim.

*Cassio Grinberg, sócio da Grinberg Consulting e autor dos livros Desaprenda e Desinvente

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