"Eu sou um ator institucional, não sou um ator político. Portanto, eu não tenho interesse e nem cultivo polêmica pessoais. A conquista e a preservação da democracia foram as grandes causas da minha geração e é a isso que eu dedico a minha vida", afirmou.
O ministro disse que não são prerrogativas exclusivas da sua atuação a tomada de decisões que impõem contrariedade ao presidente no Judiciário, em especial na pauta do voto impresso, mas, sim, a todos os envolvidos nos processos da Justiça Eleitoral. "De modo que essa obsessão por mim não se justifica e, sobretudo, não é correspondida", afirmou.
Barroso frisou que o inquérito administrativo instaurado contra Bolsonaro no TSE foi aprovado por unanimidade na última segunda-feira, 2. As investigações vão apurar se o presidente abusou de poder político e econômico, fez uso indevido dos meios de comunicação social, cometeu fraude e corrupção, ao defender efusivamente a aprovação do Projeto de Emenda à Constituição (PEC) do voto impresso, de autoria da deputada bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF), derrotada em comissão especial na última quinta-feira, 5. Para defender a legitimidade do texto, Bolsonaro adotou como tática o ataque às instituições e suas autoridades.
As declarações de Barroso em resposta a Bolsonaro foram feitas em um seminário realizado pelo Insper. O evento contou também com a participação dos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Os magistrados discutiram a crise entre os Poderes e como ela afeta a governabilidade, assim como a mudança do sistema de governo no país para o semipresidencialismo.
O projeto foi amplamente defendido por Barroso e Mendes como um mecanismo para mitigar as crises institucionais, mas foi alvo de críticas de Moraes, que enfatizou a importância de definir bem o tipo de modelo presidencial para não concentrar mais poderes na figura do presidente da República.
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