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Bolsonaro diz que decisão de Barroso sobre diplomatas atende deputado 'chavista'

Ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso suspendeu ato presidencial que determinava a expulsão de funcionários da Embaixada da Venezuela em Brasília

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Foto do author André Borges

BRASÍLIA  – O presidente Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso, que suspendeu neste sábado, 2, o ato presidencial que determinava a expulsão de funcionários da Embaixada da Venezuela em Brasília.

O presidente da República, Jair Bolsonaro Foto: Evaristo Sá / AFP

Na publicação, Bolsonaro afirma que o ministro, ao atender um pedido do deputado Paulo Pimenta (PT-RS) e conceder a liminar, acatou os argumentos de um defensor do regime de Nicolás Maduro, sucessor de Hugo Chávez no comando da Venezuela. “O deputado em questão, como se observa em vários vídeos, é um ferrenho defensor do regime Chaves/Maduro”, afirma Bolsonaro.

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Antes da publicação e Bolsonaro, Paulo Pimenta já tinha divulgado um vídeo na internet para comemorar a determinação de Barroso. “Essa decisão de Bolsonaro era uma atrocidade”, disse o deputado, afirmando que, somente na última quinta-feira, 34 diplomatas venezuelanos foram informados que teriam de deixar o País. “Um gesto de ódio, de ressentimento, sem qualquer necessidade, em plena pandemia. Não havia nenhuma razão que justificasse tamanha atrocidade do governo Bolsonaro contra os representantes do povo venezuelano”, declarou Pimenta.

A decisão do presidente que determinava a expulsão de funcionários da Embaixada da Venezuela em Brasília também foi assinada pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. O governo brasileiro havia estipulado até este sábado, 2, a saída dos diplomatas do governo Nicolás Maduro. A Venezuela se recusa a cumprir a decisão alegando ‘pressões desnecessárias’ do Planalto.

A decisão também previa a expulsão de funcionários de consulados venezuelanos em Belém (PA), Boa Vista (RR), Manaus (AM), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).

O procurador-geral da República, Augusto Aras, já havia recomendado, nesta sexta-feira, 01, ao ministro das Relações Exteriores, que suspendesse a medida, para evitar riscos físicos e psíquicos aos envolvidos.

A suspensão determinada por Barroso vale por dez dias e o ministro requisitou, neste período, que Bolsonaro e o ministro Ernesto Araújo prestem informações sobre a expulsão. Na avaliação do ministro, a decisão era urgente em razão da pandemia da covid-19. Para ele, a ordem de saída imediata “viola razões humanitárias mínimas” porque os integrantes do corpo diplomático “não representam qualquer perigo iminente”.

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