Bolsonaro liga Moraes a Alckmin e acusa ministros do STF de agirem para impedir sua reeleição

Em novo ataque ao Supremo e ao TSE, presidente diz que Moraes, Barroso e Fachin agem para eleger Lula

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Por Redação
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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira, 15, em entrevista à jornalista Leda Nagle, que o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) seria “muito ligado” ao ministro Alexandre de Moraes, do STF - a quem acusa de tentar impugnar sua candidatura à reeleição. Para Bolsonaro, os ministros Luís Roberto Barroso e Edson Fachin também estariam mobilizados para impedir que ele concorra novamente em outubro.

Moraes foi secretário de Segurança de Alckmin no governo de São Paulo. Bolsonaro também afirmou que o ministro, relator do inquérito das fake news no Supremo, tenta “cassar e descredibilizar” parlamentares aliados a ele.

O presidente Jair Bolsonaro durante a Cúpula das Américas, nos EUA. Foto: Mike Blake/Reuters

Os ministros Edson Fachin e Luís Roberto Barroso também entraram na mira das falas do presidente nesta quarta. Segundo Bolsonaro, Fachin “foi quem tirou Lula da cadeia”. E acusou os três magistrados de uma suposta campanha para desgastar o governo.

“Acho que vão fazer tumulto”, disse o chefe do Executivo sobre os magistrados, afirmando que “não há dúvida” de que eles querem impedir sua pré-candidatura. “O Lula é o pré-candidato desses três”, disse. “Há muito tempo eles estão fora das quatro linhas [da Constituição].”

“Não existe mais lei no Brasil por parte do Supremo Tribunal Federal, é uma obsessão por tentar me tirar daqui, ou me fazer inelegível, ou me fazer perder as eleições”, disse. Bolsonaro emendou falando que é mais popular que seu adversário. “Os ministros do STF não sabem o que é o povo da rua aqui fora”, disse, desacreditando novamente os institutos de pesquisa.

Na entrevista ao canal de YouTube, o chefe do Executivo brasileiro também voltou a levantar suspeitas sobre as urnas eletrônicas e disse ter esperanças de adoção do que chama de “voto auditável” em cédulas de papel. Ele voltou a cobrar que as Forças Armadas possam fazer uma apuração simultânea dos resultados. “O voto é secreto, mas a apuração dele é um ato público”, disse.

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