O ministro de Relações Institucionais, Tarso Genro, disse que a candidatura do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) à presidência da Câmara não é "fato consumado". Em entrevista nesta terça-feira no Palácio do Planalto, Tarso observou que o próprio PT deixou claro que está disposto a negociar um nome de consenso com os demais partidos da base aliada do governo. Ele ressaltou que não há por parte do Planalto rejeição ao nome de Arlindo Chinaglia. "Não há nenhuma impugnação do nome do Arlindo", disse. "O partido tem direito de apresentar um nome. Agora, o que o governo quer é ajudar que a base aliada se articule de maneira ordenada, para que tenhamos uma solução democrática e respeitada pela oposição", acrescentou. "O ritmo que está sendo dado evita qualquer fato consumado." Tarso afirmou que o Planalto não pretende "enquadrar" a base aliada. "O segundo governo do presidente Lula terá uma relação diferente com a bancada", disse. "A bancada não vai ser mais alvo de enquadramento do governo, através de uma via de uma mão só, pois terá sua autonomia e as suas responsabilidades." O ministro destacou que o nome escolhido pela base aliada para disputar com a oposição a presidência da Câmara terá de dar ao governo uma "sustentação global" na Casa. "O governo quer trabalhar para que o novo presidente dê estabilidade para os trabalhos da Câmara e garanta uma relação estável com o Executivo", salientou. "O momento da responsabilidade será o momento da votação, da construção de um nome da base aliada."