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Base do governo Sartori perde quatro partidos em um ano

No início de sua gestão, governador gaúcho tinha apoio de 19 legendas; hoje, 5 partidos o apoiam

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PORTO ALEGRE - Com a decisão do PPS de apoiar o tucano Eduardo Leite na disputa ao governo do Rio Grande do Sul e sair da gestão de José Ivo Sartori (MDB), anunciada na quarta-feira, 20, a base do emedebista sofreu a quarta perda em um ano. Desde 2017, PDT, PSDB e PP tinham saído do governo com o intuito de lançar candidaturas próprias ao Palácio Piratini. Quando foi eleito, em 2014, Sartori tinha o apoio de 19 partidos. Hoje, cinco siglas compõem sua base.

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Sartori foi eleito no segundo turno com o apoio de MDB, PSD, PSB, PHS, PSL, PPS, PTdoB, PSDC, PP, PSDB, PRB, Solidariedade, DEM, PRTB, PTN, PRP, PEN, PSC e PV. Sua gestão contava com 26 deputados estaduais. Ao longo do mandato, o governo ganhou musculatura, com a entrada do PDT e do PR. Hoje, a base do governo é composta por MDB, PSB, PSD, PR e PRB, que têm 15 representantes na Assembleia Legislativa. Muitos dos partidos que apoiavam Sartori em 2014 não têm cadeiras no Legislativo estadual.

José Ivo Sartori, governador do Rio Grande do Sul. Foto: Dida Sampaio/Estadão

A situação começou a mudar com o agravamento da crise financeira no Estado e a votação de pautas como a privatização de estatais, que o governo é favor mas que divide opiniões. Com a proximidade das eleições, siglas que queriam lançar seus próprios candidatos e que não concordavam com os rumos tomados por Sartori, principalmente na Assembleia, decidiram deixar a base.

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O PDT saiu ainda em 2017, para lançar Jairo Jorge ao governo do Estado. No início de 2018, foi a vez do PSDB, de Eduardo Leite, e do PP, do pré-candidato Luis Carlos Heinze.

O deputado estadual Gabriel Souza (MDB), líder do governo na Assembleia, vê como “natural” o desembarque de partidos que querem disputar o Piratini. “Eles querem dizer que têm seu projeto político para o governo e que estão se liberando do projeto político de reeleição do governador atual”, disse o parlamentar ao Estado. Sartori, no entanto, ainda não declarou oficialmente a sua pré-candidatura à reeleição.

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Sobre a situação na Assembleia, Souza afirmou que “está tranquilo” e que "as votações não estão sendo prejudicadas". “Temos um diálogo permanente com os parlamentares, e isso tem feito com que mesmo os partidos que têm pré-candidatos votem com o governo, sem prejudicar as votações na grande parte dos casos”, afirmou.

Sartori, porém, não conseguiu aprovar o plebiscito para a privatização de estatais de energia e poder receber ajuda federal para combater a crise financeira no Estado. O PDT e a maioria do PSDB, por exemplo, votaram contra o governador.