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FHC quer fim do repasse automático do dólar para o gás

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Por Agencia Estado
Atualização:

O presidente Fernando Henrique Cardoso criticou hoje a fórmula de fixação do preço do gás de cozinha e disse que já pediu a revisão do mecanismo, de modo a reduzir o valor do botijão. "Acho que dá, preciso ver o cálculos, mas eu acho que dá", disse ele, ao final da 2ª Reunião de Presidentes da América do Sul, em Guaiaquil, no Equador. Fernando Henrique negou que a medida tenha caráter eleitoreiro. "A motivação é olhar para o povo brasileiro, qualquer que seja o resultado eleitoral", afirmou. Segundo ele, o atual sistema que faz o valor do botijão acompanhar a variação do dólar tem uma "distorção". "Não pode fazer uma transferência automática da variação de câmbio para o preço de um bem necessário para o País todo e para os mais pobres", afirmou. "O trigo também sobe. Por acaso o pão sobe quando o câmbio sobe? Não." Fernando Henrique explicou que, no caso do gás, existe um oligopólio na distribuição, enquanto a importação do produto é feita quase que exclusivamente pela Petrobrás. "Se for haver sempre essa transfêrência, acho que está equivocado. Não disse que ia fazer tabelamento, não disse nada disso. Pedi que não haja transferência automática." Salário mínimo Fernando Henrique negou que tenha reduzido o reajuste do salário mínimo para o ano que vem, ao vetar na semana passada trecho da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que destinava recursos para o aumento do mínimo. "Vetei uma verba que não existia. A verba estava no papel, então dá a ilusão que tem dinheiro", disse. "Não estou cortando verba, estou cortando o vazio." O presidente ressalvou, no entanto, que o Congresso poderá destinar mais recursos para o reajuste do mínimo, se estiver disposto a cortar outras despesas no Orçamento de 2003. "Se o Congresso quiser dar salário mínimo maior, tem todas as condições", declarou.

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