
O relator da Operação Lava Jato no STF, ministro Edson Fachin, pediu parecer da Procuradoria-Geral da República a respeito do recurso por liberdade apresentado pela defesa de Lula e por ele encaminhado a julgamento na Segunda Turma. O argumento desta vez é que o juiz que o condenou aceitou o Ministério da Justiça ao qual foi indicado pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, que derrotou o petista na eleição presidencial. Até que enfim, os advogados do ex alcançaram o objetivo de serem julgados pelo plenário que mais favorece corruptos, mas parece ter perdido o timing: a composição da turma é outra, o pedido não obedece a uma lógica temporal e até Toffoli já selou o destino do réu. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas da quarta-feira 21 de novembro de 2018.